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Para que serve vitamina K? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O conceito vitamina K utiliza-se para nomear a um conjunto de substâncias vitamínicas que derivam da 2-metilnaftoquinona e cuja função principal é a intervenção em processos de coagulação sanguínea.

Existem três formas diferentes de vitamina K:

  • Filoquinona ou fitomenadiona, mais conhecida como vitamina K1. É uma vitamina de origem natural e na sua estrutura molecular existe uma cadeia lateral isoprenoide. A sua fonte principal são os vegetais de folhas verdes escuras (espinafres, brócolos ou couve de Bruxelas), embora esteja presente também em outros alimentos como o fígado, leguminosas, tomate e cereais integrais. 
  • Menaquinona, mais conhecida como vitamina K2. Também tem uma cadeia lateral isoprenoide com uma longitude variável (pode ter entre 5 e 15 isoprenos). Esta forma de vitamina K é de origem microbiano e pode ser produzida em pequena quantidades pela flora intestinal humana.
  • Menadiona e a sua forma hidroquinona, o menadiol; estas se conhecem como vitaminas K3 e são de origem sintético, não têm cadeia lateral na sua estrutura.

A vitamina K, geralmente é uma vitamina lipossolúvel, embora alguns sais da menadiona e do menadiol são hidrossolúveis, o qual permite por exemplo que possam ser utilizadas em alimentação parenteral.

Absorção e metabolismo da vitamina K.

A vitamina K é uma vitamina lipossolúvel e absorve-se com a ajuda dos sais biliares e os sucos pancreáticos. As formas fitoquinona ou fitomenadiona que procedem da dieta, absorve-se mediante transporte ativo na parte alta intestinal (jejuno e no duodeno); enquanto na sua forma menaquinona ao ser sintetizada pela microbiota intestinal, absorve-se por difusão simples nos últimos trajetos do intestino (cólon e íleon).

Uma vez que a vitamina K encontra-se nos enterocitos, incorpora-se aos quilomicrons e atinge o fígado. Mais tarde, a vitamina K é transportada ao resto de tecidos através das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e de muito baixa densidade (VLDL). Apesar de ser lipossolúvel, esta vitamina armazena-se de forma escassa no organismo e o lugar onde há um maior teor é no fígado. Finalmente a vitamina K é excretada mediante os sais biliares e a urina.

Funções metabólicas da vitamina K.

A vitamina K tem um papel muito importante na regulação da coagulação sanguínea. As proteínas envolvidas na coagulação (protrombina, fator VII, fator IX, fator X e proteínas C, S e Z) ativam-se graças à ação da vitamina K (carboxilação). Todas as proteínas que são carboxiladas pela vitamina K denominam-se proteínas-GLA e também aparecem em outros tecidos como por exemplo o tecido ósseo, o pâncreas ou os pulmões. Algumas também estão relacionadas com o metabolismo do cálcio, a que melhor se conhece é a osteocalcina do tecido ósseo, importante para a mineralização dos ossos e que parece ter funções hormonais para a regulação do metabolismo em geral. Também existem outras como a matrix GLA-protein (MGP), que inibe a calcificação arterial e GAS6 que joga um papel importante na regulação do crescimento celular.

Benefícios da sua contribuição

A vitamina K é necessária para muitas funções biológicas e embora a sua deficiência não seja muito comum, o seu consumo adequada é fundamental para assegurar as suas funções.

Prevenção de doenças e fraturas ósseas.

Embora a vitamina K seja conhecida principalmente pela sua função coagulante, também tem um papel muito importante no metabolismo ósseo. A principal proteína GLA dos ossos está sintetizada pelos osteoblastos a partir da vitamina D3 e denomina-se osteocalcina. A vitamina K é co-factor essencial para conferir funcionalidade à osteocalcina, cuja função é capturar cálcio e depositá-lo na matriz óssea. Por tanto, níveis baixos de vitamina K têm um impacto negativo sobre a saúde óssea, alguns estudos inclusive relacionam os níveis baixos de vitamina K, com um aumento do risco de fraturas ósseas.

Vários estudos inclusive afirmam também que o consumo diário de vitamina K pode ser útil para proteger as mulheres conta fraturas ósseas em idades pós-menopáusicas e relacionam a carência da mesma vitamina com uma redução considerável da densidade mineral óssea, aumentando assim o risco de sofrer osteoporose ou osteopenia. Por outro lado, são muitos os estudos que se estão a levar a cabo que propõem dietas ricas em vitamina K como tratamento e prevenção contra estas patologias, e embora de momento não haja evidências de que altas dose de vitamina K1 produzem um aumento significativo da densidade óssea, alguns se mostram resultados significativos melhorando a força óssea e diminuindo o índice de fraturas; ainda assim, é necessário continuar a investigar para poder afirmar estes efeitos.

Calcificação vascular.

A calcificação vascular ocorre quando os vasos ou os tecidos vasculares começam a ser mineralizados. A vitamina K tem um papel muito importante inibindo o desenvolvimento e o progresso da calcificação dos vasos sanguíneos e tecidos, já que medeia na ativação biológica da proteína Matrix GLA protein (MGP). Para que a proteína MGP possa inibir a calcificação de tecidos moles, necessita utilizar à vitamina K como co-factor enzimático que carboxila a proteína, parece estar demonstrado que se as quantidades desta proteína não são suficientes, aumenta o risco de calcificação vascular.

Além disso, estuda-se a hipótese de que um alto teor de vitamina K possa inverter a calcificação aortica e melhorar a elasticidade arterial se forem tratados com medicamentos anticoagulantes, este efeito foi testado em animais, embora seja necessário mais estudos em humanos.

Dosagem

A dose diária de referência na União Europeia é de 75 microgramas.

Precauções

O consumo de vitamina K é seguro e apesar de tratar-se de uma vitamina lipossolúvel, ainda não foi divulgado nenhum caso de toxicidade por consumo excessivo de citamina K.

Está demonstrado que um consumo diário de altas doses de vitamina K, não da lugar à um factor de coagulação maior, descartando-se assim o risco de trombos.

Importa referir que, deve-se ter precaução quando se toma medicamentos anticoagulantes, como por exemplo a Warfarina, já que a vitamina K age como antagonista destes e pode interferir no seu efeito.

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