Para que serve a vitamina E? Benefícios e propriedades | NutriTienda

A vitamina E é uma vitamina essencial na alimentação. É uma vitamina lipossolúvel, com elevado poder antioxidante que tem a capacidade de neutralizar os radicais livres. Reduz o dano celular e por consequência, diminui também o envelhecimento celular.

O termo vitamina E refere-se à um conjunto de diferentes compostos antioxidantes que incluem:

  • Tocoferóis (alfa, beta, gama e deltatocoferol)
  • Tocotrienóis (alfa, beta, gama e deltatocotrienol).

O alfa-tocoferol tem maior atividade vitamínica do que as demais formas. A atividade vitamínica para o alfa-tocoferol é de 100, beta-tocoferol de 40, gama tocoferol de 20 e a atividade vitamínica para o delta tocoferol é de 1.

Foi demonstrado que a forma natural (D-alfa-tocoferol) é até 50% mais potente do que a versão sintética (DL-alfa-tocoferol), que é uma mistura dos dois isómetros D e L devido a que o organismo só é capaz de aproveitar a forma D.

A absorção desta vitamina está unida à digestão e absorção das gorduras. Por isso, a secreção da bílis e os sucos pancreáticos têm um papel muito importante na absorção desta vitamina.

Uma vez no interior das células do intestino (enterocito), a vitamina incorpora-se à uma molécula denominada quilomicro, assim viaja desde a linfa atée o sangue e finalmente chega até o fígado. Os quilomicrones podem ceder a vitamina a outros tecidos e lipoproteínas plasmáticas.

O tocoferol distribui-se amplamente pelos tecidos e células sanguíneas, incorporando-se às membranas juntamente com o colesterol e os fosfolípidos. Ao ser uma vitamina lipossolúvel armazena-se nos tecidos, especialmente no tecido adiposo, fígado e músculos. A forma gama-tocoferol é a forma mais comum de vitamina E que está presente nos alimentos, no entanto o alfa-tocoferol é muito mais abundante no corpo humano.

A vitamina E pode interagir com os radicais livres, inibindo a peroxidação lipídica e gerando hidroperóxidos e o radical tocoferoxilo. Este radical tocoferoxilo pode transformar-se em quinona se existe a presença de oxigénio para depois ser eliminada pela urina ou através da bílis. Porém, normalmente a quantidade de quinona eliminada é mínima e em seu lugar, a vitamina E é regenerada novamente por outros antioxidantes como o ácido ascórbico (vitamina C), glutatião, citocromo C redutase ou Coenzima Q10.

Graças ao seu efeito antioxidante, a vitamina E mantém a integridade das membranas celulares, melhora a cicatrização, protege contra substâncias como metais pesados ou de certas doenças como o cancro, assim como de alterações neurológicas e cardiovasculares.

A deficiência de vitamina E pode produzir-se por falta de consumo da mesma ou má absorção das gorduras, como é o caso da fibrose quística ou doenças hepáticas. As necessidades de vitamina E dão-se mais em desportistas, fumadores ou cujas as dietas sejam muito ricas em gorduras saturadas ou pobres em vitamina C.

A deficiência de vitamina E gera fatiga, debilidade, transtornos neurológicos, degeneração muscular, anemia, problemas reprodutivos e alterações imunológicas.

Com a alimentação de hoje em dia, resulta bastante complicado obter o teor suficientes de vitamina E apenas com os alimentos, a razão é que os alimentos refinados ou processados carecem de vitamina E. A isto acrescentamos também a tendência atual de reduzir os alimentos ricos em gordura, reduzindo-se também o consumo desta vitamina. Por estes motivos, resultar aconselhável a suplementação com vitamina E, especialmente quando se segue uma dieta de emagrecimento.

Os alimentos que contêm maior teor de vitamina E são:

  • Fontes vegetais: óleos vegetais, especialmente o azeite e melhor ainda se for virgem extra de primeira pressão a frio. Frutos secos e sementes (nozes, sésamo, amêndoas…), vegetais de folhas verdes, gérmen de trigo, cereais integrais e cerveja.
  • Fonte animal: gema de ovo, peixe azul, fígado, frango.

Devido a que os diferentes alimentos contêm diferentes formas de vitamina E, e que cada uma tem diferentes atividades biológica, utilizam-se sistemas de medida de ação vitamínica:

  • Unidade Internacional de vitamina E (UI) equivale a atividade de 1 mg do acetato de alfa-tocoferol.
  • Atividade equivalente de alfa-tocoferol (1 a-TE): equivale a 1 mg de alfa-tocoferol. E por exemplo 1 mg de gama-tocoferol (muito menos ativo), equivaleria a 0.1 a-TE.

Benefícios da sua contribuição

A vitamina E é um poderoso antioxidante e é muito importante para o ser humano, especialmente para aquelas pessoas que têm grandes exigências físicas e stress.

A vitamina E reduz o dano celular oxidativo causado pelos radicais livres e melhora a função imune. Além disso, diminui a dor e o tempo de recuperação após os treinos. A vitamina E pode ajudar as pessoas ativas a reduzir o risco de infeções, sintoma comum do sobretreino.

Esta vitamina essencial intervém na regeneração de diferentes tecidos corporais, incluindo o sangue, a pele, ossos, músculos e nervos.

Recentes investigações combinaram vitamina E (500 mg por dia) com beta-caroteno (30 mg por dia) durante 90 dias. Nos últimos 30 dias adicionaram também vitamina C (1 grama por dia). No fim da investigação, notaram grandes melhorias nas defesas antioxidantes dos atletas. De facto, esta combinação antioxidante aumentou a atividade da enzima antioxidante Superóxido Dismutase (SOD) de forma significativa.

A vitamina E pode melhorar a sensibilidade à insulina, ajudando a transportar os nutrientes ao interior das células musculares e em consequência favorecendo a síntese proteica. Por este motivo, os atletas que tomam suplementos de vitamina E imediatamente após os seus treinos, recuperam-se melhor.

A vitamina E contribui para reduzir o colesterol e as alterações na coagulação sanguínea; promove a cura de feridas e reduz as cãibras nas pernas.

Por sua vez, a vitamina E resulta essencial para aquelas pessoas que enfrentam-se à doenças ou infeções. É especialmente eficaz para frear o deterioramento neurológico causados pelo dano celular (radicais livres).

A suplementação com vitamina E protege contra tóxicos presentes no meio ambiente e melhora os sintomas associados à doenças cardiovasculares. Favorece o controlo da pressão sanguínea e os sintomas da menopausa, Alzheimer, artrite, arteriosclerose, cataratas, distrofia muscular, fibromialgia, bursite ou VIH.

As mais recentes investigações indicam também que, a vitamina E pode ser útil no tratamento da cegueira noturna, miopia, constipação, feridas e lesões.

Dosagem

A dose diária recomendada (VDR) de vitamina E está cerca dos 10-15 mg, no entanto, as suas necessidades podem aumentar consoante o grau de atividade física, sendo necessário quantidades maiores a maior volume de atividade física.

Devemos ter em conta que estes valores procuram evitar as carências ou deficiências, mas não baseiam-se à promover a saúde ou a prevenir doenças. Alguns científicos situam as doses de prevenção de doenças crónicas como patologias cardíacas ou neurodegenerativas em 134 mg (200UI) ao dia. Este valor resulta difícil de conseguir unicamente mediante a ingestão de alimentos.

A vitamina E toma-se normalmente de manhã antes do pequeno-almoço e/ou à noite antes de dormir com alimentos.

As recomendações de vitamina E dependem muito da quantidade de ácidos gordos poliinsaturados que se consomem na dieta, apesar dos seus grandes benefício para a saúde, estas gorduras oxidam-se facilmente e por isso resulta necessário um consumo maior de vitamina E.

As diferentes formas de vitamina E apresentam diferentes atividades vitamínicas, e por esta razão é recomendável ler atentamente o rótulo dos suplementos multivitamínicos ou fórmulas antioxidantes.

Os efeitos antioxidantes da vitamina E parecem melhorar com outros antioxidantes como o ácido alfa lipóico (ALA), vitamina A, vitamina C e beta-caroteno. O selénio também parece melhorar a absorção da vitamina E e trabalhar de forma sinérgica.

A vitamina E pode reduzir a absorção de beta-caroteno, sendo assim, não deve-se exceder a dose recomendada do suplemento alimentar de vitamina E.

Precauções

Embora a vitamina E seja uma vitamina lipossolúvel e um excesso da mesma pode causar hipervitaminose, a sua toxicidade é pouco frequente.

Em doses muito elevadas poderia produzir náuseas, diarreia, fatiga, dor de cabeça ou defeitos de coagulação. Por esta razão, não deve-se superar as doses recomendadas que indica o fabricante.

As pessoas com diabetes ou com problemas de coração não devem superar doses de 400 UI.

Durante a gestação e lactação, a dose recomendada é de 15 mg/dia, já que considera-se segura, no entanto, aconselha-se a supervisão de um especialista da saúde.

A vitamina E pode alterar o tempo de coagulação, de modos que recomenda-se deixar de tomar os suplementos de vitamina E duas semanas antes de um procedimento cirúrgico.

Alguns medicamentos podem interagir com os suplementos de vitamina E, se toma algum medicamento é aconselhável consultar com um médico antes de tomar produtos que contenham um teor elevado de vitamina E. Alguns dos fármacos que podem interagir com a vitamina E são: ciclosporina, fármacos metabolizados no fígado como a lovastatina, fármacos que alteram a coagulação sanguínea ou aqueles que reduzem o colesterol, como as estatinas.

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