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Para que serve vitamina B6? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A vitamina B6 pode apresentar-se em diferentes formas: piridoxina, piridoxal, piridoxamina ou seus ésteres fosfóricos (piridoxina 5´fosfato, piridoxal 5´fosfato e piridoxamina 5´fosfato).

A vitamina B6 é uma vitamina hidrossolúvel e desempenha um papel chave na conversão das proteínas consumidas na dieta até obter os aminoácidos que formarão finalmente parte das proteínas musculares.

O 80% das reservas corporais de vitamina B6 encontram-se no tecido muscular. Embora não possa estimular diretamente a síntese de proteínas musculares, a sua presença é necessária. Além disso, contribui para a síntese normal do aminoácido cisteína.

A piridoxina cumpre um papel importante no metabolismo das proteínas, mantém os níveis de vitamina B6 ótimos, o que resulta necessário para os atletas que treinam com alta intensidade ou grande volume, especialmente aqueles que procuram aumentar a massa muscular.

A vitamina B6 intervém no metabolismo do glicogénio e contribui para manter um metabolismo energético normal.

Graças ao seu papel na formação de neurotransmissores como a serotonina, dopamina, norepinefrina e GABA; a vitamina B6 desempenha um papel vital para o ótimo funcionamento do sistema nervoso contribuindo para a função psicológica e o estado de ânimo.

Esta vitamina pode por sua vez melhorar a qualidade de vida mantendo o sistema imune forte e saudável.

Além disso, esta vitamina desempenha também funções importantes na regulação de líquidos e equilíbrio hormonal.

Outras funções da vitamina B6 no corpo humano incluem o funcionamento normal da homocisteína, formação normal dos glóbulos vermelhos e a sua contribuição para a redução do cansaço e da fatiga. A vitamina B6 também é necessária para a síntese de carnitina, essencial no processo de conversão de gorduras em energia.

A deficiência de vitamina B6 foi relacionada com dores musculares e articulares, depressão, anemia, osteoporose, desordens, depressão, irritabilidade, úlceras na boca e na língua. A dor nas articulações pode desembocar em dano aos nervos e que pode surgir em alguns atletas durante treinos intensos.

As pessoas que levam uma dietas rica em proteínas, como os atletas e os desportistas, têm uma necessidade maior de vitamina B6.

As necessidades de vitamina B6 também encontram-se aumentadas durante os altos níveis de stress físico ou emocional, pessoas alcoólicas, com alterações renais ou transtornos auto-imunes como a artrite reumatoide ou a doença de Crohn.

As principais fontes de alimentos incluem a carne, frango, peixe, levedura de cerveja, legumes, nozes e ovos. Também pode-se encontrar em alimentos ricos em amido como a batata. Devido à que uma grande parte dos nutrientes perdem-se pela cocção e o processamento, muitos cereais e produtos de soja substitutos da carne são complementados com vitamina B6.

Benefícios da sua contribuição

O consumo de complementos dietéticos ou produtos enriquecidos com vitamina B6 tem como objetivo cobrir as necessidades desta vitamina.

As investigações realizadas até agora indicam que a vitamina B6 pode ser útil para diferentes situações como depressão, síndrome do túnel cárpico, síndrome pré-menstrual, fatiga, debilidade, epilepsia, e problemas da pele ou cabelo.

Devido a que o exercício intenso pode ter efeitos negativos sobre o sistema imune, os atletas devem assegurar-se de ter suficientes níveis de B6 para evitar este tipo de complicação. O consumo de vitamina B6 também favorece uma correta metabolização das proteínas procedentes da dieta, importantes para a recuperação muscular.

Ao regular o equilíbrio de água e o de sódio-potássio, a vitamina B6 pode ajudar a eliminar o excesso de água e ser útil como diurético natural.

A piridoxina nas mulheres pode reduzir muitos dos efeitos secundários da síndrome pré-menstrual, tais como a retenção de água, os desequilíbrios hormonais, mau humor, cãibras, acne, pele seca e a sensação geral de cansaço físico e emocional. A dose de 100 mg repartida em duas tomas produz um alivio significativo dos sintomas relacionados com a síndrome pré-menstrual.

Dosagem

A CDR para a população portuguesa está estabelecida em umas 2 mg ao dia.

No entanto, em certos casos como a redução da retenção de água ou depressão, costuma ser necessárias doses de até 200 mg. Geralmente estas doses são bem toleradas, embora não recomenda-se manter este consumo tão elevado durante períodos prolongados.

Muitos expertos sugerem que a quantidade de vitamina B6 necessária varia conforme a quantidade de proteína que se consome e recomendam consumir 0,10 mg de piridoxina por grama de proteína. Desta forma, se se consome 150 gramas de proteína, seriam necessárias 15 mg de vitamina B6 ao dia.

O zinco, a riboflavina e o magnésio aumentam a absorção e favorecem o uso adequado de vitamina B6.

Precauções

O nível máximo tolerável sem risco de efeitos adversos situa-se entre 80 e 100 mg/dia em adultos. Embora a curto prazo, o uso de produtos que contêm níveis elevados de B6 (300-500 mg/dia) parecem ser bem tolerados, o consumo a longo prazo não deve exceder as 200 mg ao dia.

Níveis altos de vitamina B6 durante períodos prolongados superiores à um ano, podem produzir um efeito tóxico conhecido como neuropatia sensorial. Além disso, as doses altas de vitamina B6 podem causar dificuldade para coordenar o movimento, entumescimento e alterações sensoriais. Geralmente, estes sintomas desaparecem ao retomar às doses normais.

As autoridades europeias e estadunidenses estabeleceram níveis máximos de ingestão de vitamina B6, para evitar assim efeitos adversos. Enquanto nos E.E.U.U a dose máxima recomendada é de 100 mg de piridoxina ao dia nos adultos, na União Europeia é de 25 mg/dia.

As mulheres grávidas devem consultar com um proficional da saúde antes de tomar mais de 100 mg ao dia.

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