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Para que serve a vitamina A? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A vitamina A é um termo que faz referência à vários compostos muito semelhantes como o retinol e o retinal. Outros compostos como o beta-caroteno podem ser convertidos dentro do corpo em vitamina A, por esta razão recebem o nome de pró-vitamina A.

Os carotenóides são denominados quimicamente como tetraterpenos e se dividem em dois grupos:

  • Carotenos: que por sua vez podem ser pró-vitaminícos (beta, alfa e gama caroteno) ou não pró-vitamínicos (licopeno, fitoeno). O alfa caroteno é mais antioxidante do que o beta-caroteno mas apresenta menor atividade pró-vitamínica.
  • Xantofilas (luteína, criptoxantina, astaxantina…).

O retinol da dieta absorve e viaja pela corrente sanguínea até a retina onde intervém na vista. A deficiência de retinol dá lugar à denominada cegueira noturna.

Por outra parte, o ácido retinóico, procedente da conversão do retinal, atua sobre a expressão de genes, regula a velocidade da sua transcrição e pode influir na velocidade da síntese de proteínas e na diferenciação celular.

A vitamina A é necessária para a formação de glóbulos vermelhos e também contribui para o metabolismo normal do ferro. A deficiência de vitamina A afeta à disponibilidade do ferro. Foi comprovado que a suplementação conjunta de ferro e vitamina A, atua com maior eficácia em casos de anemia em relação à simples suplementação com ferro.

A vitamina A também é necessária para o ótimo funcionamento do sistema imune e para a manutenção da pele e das mucosas. A pele e as mucosas exercem de barreira contra agentes estranhos, bactérias ou vírus. A vitamina A joga um papel muito importância na formação de linfócitos T e oferece proteção à fotosensibilização.

O retinol e o ácido retinóico intervêm no crescimento e descobriu-se também que regulam a expressão do gene da hormona de crescimento. Não devemos esquecer o poder antioxidante da vitamina A e a sua ação sobre o metabolismo das hormonas sexuais e suprarrenais.

Inclusive as deficiências leves de vitamina A podem causar deficiência visual, incluindo cegueira noturna e ??olhos cansados, cataratas, degeneração macular, pele seca e menor resistência às infeções. Deficiências graves, podem conduzir à atrofia do timo e do baço, debilidade óssea, fatiga, insónia e maior risco de patologias como o cancro e doenças cardiovasculares.

  • Consideram-se boas fontes de vitamina A o fígado, peixe, óleo de fígado, gema de ovo e produtos lácteos (leite, nata e manteiga). Esta vitamina lipossolúvel concentra-se exclusivamente nos alimentos com alto teor de gordura, e por esta ração, as dietas baixas em gorduras podem provocar estados de carências.

Os alimentos ricos em carotenos:

  • Beta-caroteno: cenoura, espinafre, acelga, brócolos, espárgos e milho.
  • Alfa caroteno: cenoura, feijão verde, abacate e banana.

Nos suplementos alimentares podemos encontrar diferentes formas de vitamina A: retinol, beta-caroteno, palmitato de retinol ou acetato de retinol.

A deficiência não é preocupante para as pessoas que levam uma dieta variada com ingestão suficiente de alimentos ricos em vitamina A e vegetais ricos em beta-caroteno. No entanto, as pessoas vegetarianas, crianças, alcoólicos ou em casos de patologias com um alto catabolismo ou que reduzam a absorção de vitamina A devem ter cuidado.

As necessidades de vitamina A aumentam pelo uso de alguns medicamentos como a cortisona, o consumo regular de álcool, as deficiências de vitamina E e o stress. A deficiência de zinco afeta por sua vez aos níveis de vitamina A disponível, ao reduzir a sua libertação desde o fígado.

Atividade relativa da pró-vitamina A de alguns carotenóides no ser humano:

Caroteno

Retinol (100%)

Beta caroteno (100%)

Beta-caroteno

17

100

9-cis-beta-caroteno

6

50

Alfa-catoteno

8-9

50

Beta-criptoxantina

8-10

50

Gama-caroteno

ND

50

Beta-apo-8´-carotenal

12

50-60

Beta-apo-10¨-carotenal

0

0

Alfa-criptoxantina

0

0

Luteína

0

0

Zeaxantina

0

0

Licopeno

0

0

Fitoeno

0

0

Fitoflueno

0

0

 

Aplicações

A suplementação com vitamina A pretende cobrir as necessidades desta vitamina. O consumo de vitamina A pode ser necessário em casos de deficiência de vitamina A acompanhadas de cegueira noturna e deterioramento da vista, em casos de dermatite, herpes, úlceras na pele, pele seca, deterioramento da função imune, osteoporose, fatiga, debilidade e insónia.

A vitamina A é um micronutriente essencial e importante para a saúde general de um desportista, especialmente pelo seu efeito sobre o sistema imunológico, que normalmente é afetado pelos treinos intensos, competições, períodos de stress ou sobretreino.

A suplementação com vitamina A oral em doses muito altas tem sido muito utilizada para tratar casos graves de acne, esta prática cada dia é menos utilizada devido à alta toxicidade do excesso de vitamina A. Hoje em dia se usa Retín-A, uma forma tópica muito forte de vitamina A.

Dosagem

Segundo diretiva da União Europeia, a dose diária recomendada de vitamina A para adultos é de 800 µg (ER) (2666 UI equivalente de atividade de retinol). A DDR nos EUA é de 900 µg (ER) para os homens e de 700 µg (ER) para as mulheres.

Os produtos destinados à conservação da saúde para os adultos saudáveis utilizam rácios de 1.600 µg à 2.100 µg.

Como a vitamina A se armazena no tecido adiposo, não é necessário ingeri-lo todos os dias, mas quando se suplementa, é melhor com os alimentos, já que ajuda à sua absorção.

Precauções

As vitaminas lipossolúveis armazenam-se na gordura corporal e a diferença das vitaminas hidrossolúveis que são eliminadas com bastante rapidez, a vitamina A é armazenada. Por uma parte é uma vantagem ao não ter que se consumir cada dia mas se se toma em doses superiores à 3.000 µg (10.000 UI ao dia) pode chegar a causar hipervitaminose.

Esta condição ocorre apenas em caso de consumir-se a vitamina prá-formada e não ocorre no caso de consumir carotenoides. A vitamina A absorve-se com maior facilidade e elimina-se com maior dificuldade do que os carotenóides. O beta-caroteno é um precursor da vitamina A, isto significa que pode-se converter em vitamina A, mas sem os riscos de toxicidade da vitamina A. Aproximadamente 12.000 UI de beta-caroteno convertido em 5.000 UI de vitamina A.

Para evitar a toxicidade da vitamina A e manter os níveis de vitamina adequados, muitos expertos sugerem fazer uso de uma combinação de vitamina A e a sua pró-vitamina (beta-caroteno).

As mulheres grávidas devem consumir uma quantidade adequada de vitamina A, mas doses elevadas de vitamina A pré-formada (retinol) pode causar malformação no feto. No entanto, não foram observados aumento do risco em doses inferiores à 3000 µg, por segurança se estabelece um limite não superior à 1500 µg por dia em forma de suplementos, devido a que muitos alimentos já estão enriquecidos com esta vitamina. Por sua parte, não existem evidência de que o beta-caroteno aumente este risco.

Embora resulta pouco frequente, a toxicidade aguda da vitamina A provoca náuseas, dor de cabeça, fatiga, perda do apetite, pele seca e edema cerebral. A toxicidade crónica tem sintomas similares e em casos severos pode provocar dano hepático, hemorragia e no pior dos casos coma. Para que ocorram estes danos é necessário alcançar doses de 10.000 µg à 25.000 µg ao dia que supõe multiplicar por mais de dez a dose recomendada.

Alguns estudos mostraram que doses elevadas de vitamina A (mais de 1.500 µg) podem afetar à densidade mineral óssea e aumentar o risco de fraturas ou osteoporose. No mesmo caso que os anteriores, a solução está uma combinação de vitamina A e pró-vitamina A para evitar excessos.

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