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Para que serve Tribulus Terrestris? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O Tribulus terrestris é uma planta que pertence à família Zygophyllaceae que cresce de forma natural no sul e este da Europa, Ásia e África, embora o seu crescimento se tenha estendido até algumas zonas da Austrália e Estados Unidos. Trata-se de um arbusto de tipo rasteiro que cresce principalmente durante a temporada de verão e que apresenta flores amarelas e frutos com espinhos. Outros nomes atribuídos ao tribulus são: viagra-natural, Puncture vine e goathead (inglês), abrojo (espanhol), tribulus (italiano).

As folhas, frutos e raiz do Tribulus terrestris vêm sendo utilizadas como planta medicinal desde faz séculos:

As culturas da zona mediterrânea empregavam-no como remédio natural para tratar a infertilidade, alterações da libido e a impotência.

Na medicina aiurvédica, onde é conhecida pelo nome de Gokshura, Shvadamstra ou Trikanta; foi utilizada para o tratamento das dores de costas, inflamação, ciática ou para combater as constipações.

Os frutos de Tribulus terrestris também foram utilizados na medicina tradicional chinesa para o tratamento de afeções oculares, edemas, distensões abdominais, hipertensão assim como em patologias relacionadas com o sistema cardiovascular e o sistema urinário.

O Tribulus terrestris foi utilizado desde então para combater as infeções, reforçar o sistema imunológico, favorecer a diurese e no tratamento de afeções cutâneas como psoríase ou eczema. Além disso, o Tribulus terrestris também era empregado para melhorar a função hepática, aumentar o apetite, reduzir a dor, promover o rendimento sexual, assim como para favorecer a sensação de bem-estar e o estado de ânimo.

A meados dos anos 90, começou a ser especialmente popular entre os atletas como ajuda para melhorar o rendimento desportivo.

Os seus princípios ativos são as saponinas esteroidais. Estas saponinas estão especialmente presentes nas folhas e no fruto (partes aéreas). Sendo a principal saponina, a protodioscina que constitui quase o 45% do total das saponinas presentes no Tribulus terrestris. Além disso, contém pseudoprotodioscina, dioscina e diosgenina. Os glicósidos de furostanol e espirostanol têm também grande importância na atividade fisiológica do Tribulus terrestris.

Outros compostos identificados na planta são os flavonóides e compostos fenólicos, como o kaempferol, rutina ou quercetina. Do mesmo modo, contém Beta-sitosterol, stigmasterol, glicosídeos de diosgenina, alcalóides, terrestriamida (derivado do ácido cinâmico) e vitamina C (900 mg/100g).

Parece ser que as variedades de Tribulus provenientes da Turquia, Bulgária e Macedónia são as espécies com maior teor em protodioscina, podendo inclusive dobrar a sua concentração, sendo portanto consideradas as mais potentes.

Crê-se que a estrutura esteroidal das saponinas estimula a libertação de hormonas como a testosterona. Pensa-se concretamente que aumenta a produção de hormona luteinizante (LH), que esta por sua vez, estimula a secreção hormonal nos testículos (testosterona).

Em estudos com animais que tinham alterações hormonais ou disfunções, chegou-se a observar que a sua administração é capaz de aumentar a sensibilidade dos receptores adrenérgicos situados no hipotálamo. Como consequência desta ativação, também aumentou a produção de óxido nítrico.

Por outra parte, crê-se que a suplementação com Tribulus terrestris é capaz de aumentar a produção de DHEA (dehidroepiandrosterona), hormona relacionada com a síntese de testosterona, sensação de bem-estar e a integridade do sistema imunológico. A produção desta hormona reduz com a idade e está relacionada com o deterioramento das funções sexuais.

As substâncias presentes no Tribulus terrestris têm poder antibacteriano, antivírico, anti-inflamatório e além disso, reforçam a capacidade imunológica e antioxidante do organismo.

As saponinas exercem efeito inseticida, antiparásito, antifúngico, antiviral e antibacteriano posto que alteram as membranas celulares dos patógenos. Por sua vez, os compostos fenólicos também colaboram com a sua atividade antibiótica.

Por último, resulta interessante destacar que, as sementes de Tribulus terrestris diminuem a atividade da amilase pancreática, reduzindo o pico de glicose que se produz após a ingestão de carboidratos.

Benefícios da sua contribuição

Libido e fertilidade.

O consumo de Tribulus terrestris tem demonstrado ser efetivo no aumento da libido e melhora da fertilidade tanto em modelos animais como em estudos em humanos. Comprovou-se que doses de 500 mg tomados três vezes ao dia durante 2 meses, aumentam o volume e a qualidade do esperma, assim como também o desejo sexual em homens com alterações da fertilidade e do desejo sexual.

Pelos vistos, a pressão sanguínea intracavernosa aumenta pelo consumo de Tribulus. Presume-se que este efeito seja causado pelo aumento dos níveis de testosterona. Alguns dos estudos realizados sugerem que a melhora das capacidades sexuais tinham lugar graças ao aumento da hormona DHEA. Como curiosidade, importa referir que estudos realizados em animais deram resultados similares no aumento da libido, inclusive como os que se produziram com fármacos destinados para o mesmo fim (sildenafilo citrato).

A diabetes é uma doença metabólica que tem, entre outros sintomas, a afetação dos vasos sanguíneos e alterações no sistema hormonal. Em consequência, em muitas ocasiões podem aparecer disfunções sexuais que incluem disfunção erétil, alterações na ejaculação, incapacidade de alcançar o orgasmo ou redução do desejo sexual. Existem estudos clínicos em homens diabéticos onde a suplementação com Tribulus melhorou a saúde sexual dos pacientes e o seu estado de bem-estar.

Rendimento físico.

É possível que não se observem efeitos ergogénicos em adultos saudáveis com concentrações hormonais adequadas, especialmente se forem adultos jovens. No entanto, quando os níveis hormonais não são ótimos em relação à capacidade potencial do indivíduo, como é o caso de alterações hormonais ou a síndrome de sobretreino, a suplementação com Tribulus terrestris poderia melhorar a secreção hormonal e favorecer o desenvolvimento da massa muscular.

Alguns estudos realizados há tempos atrás na Europa do Este e Rússia, afirmam que os níveis de testosterona aumentam significativamente em desportistas, mas a metodologia empregada é criticada pela comunidade científica e precisa-se de novos estudos.

Outras aplicações.

A suplementação em mulheres parece ser capaz de melhorar e aliviar as alterações hormonais de mulheres pré e pós-menopausicas, aumentando a libido e reduzindo os transtornos associados à menopausa como os afrontamentos, ansiedade ou a insónia.

Estes efeitos foram relacionados com o aumento da hormona que estimula o folículo (FSH) e o estradiol. O aumento destas hormonas foi empregado tradicionalmente para aumentar a fecundação, já que intervém na formação das paredes do endométrio.

Outro efeito destacado do Tribulus é a sua capacidade diurética e antibacteriana, assim como de prevenção e tratamento de infeções urinárias. O consumo de Tribulus terrestris tem sido eficaz também na redução da pressão arterial e como agente cardioprotetor (especialmente em situações de isquemia).

Além disso, o Tribulus terrestris resulta útil também na redução da toxicidade de metais pesados como o cádmio ou o mercúrio. Esta última propriedade produz-se graças ao aumento da capacidade antioxidante do fígado e a sua administração protege outros órgãos como os rins ou os testículos.

Estudos preliminares em animais indicam que a ingestão de Tribulus terrestris parece estimular a hormona encarregada da formação de melanina no cabelo, colaborando para a manutenção da pigmentação natural.

Na atualidade estão a ser criadas fórmulas que incluem o seu extrato em cremes de uso tópico para combater os fungos, melhorar afeções dermatológicas e em produtos de cosmética e higiene.

Dosagem

A dose habitual oscila entre os 85 e 250 miligramas ao dia. Como potenciador da libido e do desejo sexual, emprega-se 200-450 mg de extrato estandardizado em saponinas ao 60%.

O seu uso em mulheres não está contraindicado, mas aconselha-se utilizar a partir do dia 5 a 14 do ciclo menstrual e não durante a ovulação para não alterar a fecundação.

Precauções

A dose máxima recomendada está situada entre os 750 mg ao dia.

O consumo de Tribulus terrestris não tem efeitos secundários relevantes, em algumas ocasiões pode gerar desconforto no estômago, que normalmente tem desaparecido ao consumir com alimentos.

Desaconselha-se o seu uso em crianças, assim como em mulheres grávidas ou em período de lactação. Desaconselha-se também a pessoas com patologias relacionadas com níveis elevados de hormonas como cancro da mama ou da próstata.

Do mesmo modo, não é aconselhável o consumo de suplementos ou complementos alimentares que contenham Tribulus terrestris sem a supervisão de um profissional de saúde a pessoas com antecedentes de diabetes, hipertensão, problemas de colesterol ou que estejam a tomar medicamentos.

O seu consumo pode reduzir a glicemia no sangue e deve-se ter precaução quando se toma medicamentos para reduzir a glicose no sangue, já que é possível que as doses tenham de ser ajustadas. Também por esta razão, recomenda-se suspender o seu consumo como mínimo duas semanas antes de uma intervenção cirúrgica.

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