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Para que serve Sorbitol? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O sorbitol é um poliol (álcool de açúcar) procedente do açúcar. É um aditivo estabilizador e humidificante também conhecido como E-420(i)  ou E-420(ii) se for apresentado em forma de xarope.

O sorbitol é um poliálcool que se obtém através da hidrogenação da glicose e é um dos glúcidos principais produzidos através da fotosíntese nas folhas adultas de certas plantas. O sorbitol é absorvido no organismo lenta e incompletamente e proporciona 2,4 quilocalorias por grama (frente as 4 kcal/g que proporciona uma grama de carboidratos), sendo considerado um edulcorante de valor calórico reduzido.

Os poliois se metabolizam de maneira incompleta. Parte do sorbitol é absorvido e metabolizado pelo corpo em forma frutuosa e a fração restante é fermentada pela  flora intestinal no intestino grosso. Igualmente, os poliois produzem uma baixa resposta glicémica, sendo considerados bons edulcorantes para substituir o açúcar, sobretudo para pessoas com problemas de diabetes.

O sorbitol além de ser um adoçante baixo em calorias, é um estabilizador, humidificante e agente de volume. O sorbitol é um agente osmótico, agindo como um sólido higroscópico que se utiliza na indústria como humidificante, isto é, permite a redistribuição da água e dos eletrólitos, mantendo a humidade apropriada dos produtos e impedindo a separação das suas fases, (fase aquosa e a fase gorda).

É encontrado de forma natural numa variedade ampla de plantas, tais como frutas (maçã, ameixa, cereja e uva), vegetais e algas mas o seu emprego na indústria alimentar tem sido de origem sintético a partir da glicose.

Benefícios da sua contribuição

O uso do sorbitol como adoçante prevalece frente a outros edulcorantes como o açúcar, já que fornece baixo teor calórico aos alimentos sem alterar o seu sabor doce. Além disso, ao ser metabolizado mais lentamente do que o açúcar, aumenta também de forma lenta a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos. Pela mesma razão, também é empregado em diferentes alimentos para desportistas, tais como os que visam proporcionar carboidratos de forma prolongada.

Além disso, o sorbitol apresenta menos poder cariogénico, sendo assim empregado em produtos como guloseimas, pastilhas elásticas e inclusive em pastas de dentes.

Precauções

Normalmente não apresenta efeitos secundários com as doses usadas habitualmente. A ingestão excessiva de sorbitol, devido à sua fermentação, pode provocar dor abdominal leve e inclusive pode cursar com diarreia, gases, náuseas, leves cãibras estomacais ou irritação retal. Os efeitos adversos normalmente ocorrem após a ingestão de 25 a 30 gramas numa só toma, teor muito acima do seu uso normal nos alimentos. No entanto, algumas pessoas especialmente sensíveis podem sofrer formação de gases e efeito laxativo inclusive com doses pequenas (com apenas 5 gramas). Embora não existam limites para o consumo de sorbitol, estima-se que a dose máxima tolerada pelo intestino é de 0,15 g/kg de peso para os homens e de 0,24 g/kg de peso para as mulheres.

O sorbitol pode exercer um efeito diurético, que se for consumido em excesso pode causar diurese elevada, perda excessiva de eletrólitos, edema, boca seca ou sede e inclusive desidratação.

Parece ser que o seu consumo em excesso pode criar certa dependência, e inclusive é possível que a retinopatia e a neuropatia diabética possam estar relacionadas com a presença excessiva de sorbitol nas células dos olhos e nas dos nervos. Embora seja um açúcar de assimilação lenta, quando se consome em quantidades excessivas podem aumentar os níveis de glicose no sangue, e o seu consumo não está permitido para crianças menores de 1 ano porque pode causar diarreias severas.

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