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Para que serve picolinato de cromo? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O picolinato de crómio é um composto químico usado como suplemento alimentar para prevenir ou tratar as deficiências de crómio.

O crómio é considerado mineral traço essencial e joga um papel chave no metabolismo normal dos macronutrientes, sobretudo dos carboidratos. Um consumo adequando de crómio favorece um ótimo funcionamento e eficiência do metabolismo.

O crómio atua como fator de tolerância da glicose, facilitando o efeito da insulina. A insulina é a hormona que se liberta como resposta ao consumo de hidratos de carbono e que encarrega-se de manter os níveis de glicose no plasma sanguíneo. Quando o metabolismo da glicose é alterado podem aparecer complicações como diabetes, obesidade, hipoglicemia, afeções cardiovasculares, herpes, etc…

O crómio apresenta uma biodisponibilidade muito baixa. Por isso, e para melhorar a absorção do crómio foi formulado o picolinato de crómio. O picolinato de crómio mostrou ser uma das formas mais efetivas de crómio na melhora da resistência à insulina juntamente com a levedura de cerveja.

o complexo tripicolinato de crómio ou picolinato de crómio proporciona 200 μg de crómio elemental trivalente por cada 1,6 mg de picolinato de crómio.

O défice de crómio mineral deve-se, entre outras razões, ao consumo abusivo de alimentos refinados e gorduras saturadas, e também à falta de crómio nos solos de cultivo. Além disso, o exercício intenso também parece que reduz as reservas de crómio no corpo.

Benefícios da sua contribuição

A suplementação com crómio serve para prevenir as deficiências de crómio. As principais aplicações do picolinato de crómio são: 

Melhora da sensibilidade à insulina e metabolismo da glicose.

O crómio é cofator essencial na ação da insulina. O consumo de picolinato de crómio melhora o controlo da glicose nas pessoas que sofrem de resistência à insulina como pré-diabetes e diabetes tipo 2. Não existem muitos estudos realizados em diabetes tipo I. No entanto, os que existem parecem indicar que a suplementação com crómio também melhora o efeito da insulina, necessitando doses menores de insulina no seu tratamento.

O FDA considera que o picolinato de crómio pode reduzir a glicose plasmática, a resistência à insulina e o risco de padecer diabetes tipo 2. Também considera-se que pode reduzir o risco cardiovascular e o risco de sofrer retinopatia ou renopatia associadas à elevação dos níveis de glicose.

Composição corporal e melhora do metabolismo.

Ao melhorar a atividade da insulina, a suplementação com crómio pode diminuir a gordura corporal e aumentar a massa magra. A pesar disso, os estudos não são concluintes. Enquanto alguns estudos confirmam a sua capacidade de melhorar significativas a composição corporal e a perda de peso, outros estudos não mostram tais efeitos.

Foi visto também que a suplementação com picolinato de crómio previne o aumento de peso em pessoas diabéticas de tipo II. Também existe um estudo realizado recentemente em pessoas obesas e com sobrepeso, que demonstrou a eficácia da suplementação com crómio na redução do peso corporal.

É muito possível que estes resultados contraditórios estejam relacionados com a existência prévia de deficiências de crómio ou resistência ao efeito da insulina. Razão pela qual, não daria resultados em pessoas sem carências de crómio ou que não sofram de intolerância à glicose.

Outras aplicações.

Devido à sua relação com o metabolismo da insulina, tem sido utilizado para melhorar o rendimento atlético, a força e a massa muscular. Embora estes efeitos não estejam avaliados por muitos estudos, sim existem alguns estudos que mostram melhoras no desenvolvimento muscular e na força.

Ao regular os níveis de glicose, o crómio também pode reduzir o desejo por doces durante durante as dietas de perda de peso. O crómio também considera-se benéfico em casos de herpes e na melhora das funções neurocognitivas.

Alguns estudos demonstraram a capacidade potencial do crómio na redução do colesterol LDL (colesterol mau) e no aumento do colesterol HDL (colesterol bom).

Dosagem

A dose diária recomendada de crómio varia entre 40 e 200 µg dependendo do indivíduo. Esta é a quantidade que geralmente encontra-se nos produtos multivitamínicos.

Para satisfazer as necessidades básicas de uma pessoa sedentária pode bastar com 40 µg/dia, enquanto em indivíduos ativos requerem-se teores de 100-200 µg/dia. Por outro lado, os atletas que realizam treinos intensos podem chegar a necessitar quantidades maiores para combater as perdas e deficiências de crómio.

Para obter todos os benefícios o crómio deve ser consumido com alimentos. Se for possível, quando se consome carboidratos.

As doses terapêuticas de crómio efetivas oscilam entre 150-1,000 µg de crómio ao dia em forma de picolinato de crómio. No caso de pacientes com diabetes de tipo 2 as doses efetivas são a partir de 200 μg/dia e máximas de 1000 μg/dia de crómio.

Existem fatores que inibem a absorção do crómio como o consumo insuficiente de aminoácidos, alto consumo de gorduras, stress excessivo e uso prolongado de antiácidos. Também existem outros ingredientes que podem aumentar a absorção do crómio, como é a niacina, glicina, cisteína, ácido glutâmico e a vitamina C.

Precauções

O picolinato de crómio e o crómio são considerados seguros não excedendo as doses habituais (entre 50 e 200 µg de crómio). A toxicidade do crómio é muito pouco comum, em certa medida devido à sua baixa absorção à sua alta margem de segurança, 350 vezes a dose habitual.

No entanto, o crómio pode causar efeitos adversos em doses superiores à 600 µg/dia. Algumas pessoas podem sofrer efeitos secundários como irritação da pele, dores de cabeça, tonturas, náuseas, mudanças de humor e alterações da função cognitiva ou coordenação.

Os diabéticos que estejam sob tratamento médico (insulina, antidiabéticos orais, etc..) devem consultar com o seu médico antes de consumir suplementos alimentares com crómio, já que pode ser necessário ajustar as doses.

Extratos de ervas como a cavalinha e a cáscara sagrada consumidos de forma prolongada podem aumentar a toxicidade do crómio presente nos suplementos alimentares.

Devemos ter em conta também, que o crómio pode dificultar a utilização e o metabolismo do ferro, e que consumir de forma conjunta crómio e zinco pode diminuir a absorção de ambos os nutrientes.

Outra informação

Se queres saber mais acerca dos efeitos e benefícios do picolinato de crómio, convidamos-te a visitar a página do crómio.

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