Para que serve Lecitina? Benefícios e propriedades | NutriTienda

A lecitina está composta por fosfolípidos, principalmente fosfatidilcolina, fosfatidil etanolamina e fosfatidilinositol, combinadas com diferentes quantidades de outras substâncias como triglicéridos, ácidos gordos e carboidratos.

O termo lecitina provém do grego lekithos (gema), já que a principal fonte comercial de lecitina foi a gema de ovo. A lecitina está presente em todas as células do organismo humano, como constituinte da membrana celular, os fosfolípidos influem na sinalização transmembrana e o seu efeito se amplia a uma ampla variedade de hormonas, fatores de crescimento e neurotransmissores.

A lecitina recebe o número de aditivo E-322, é utilizada como emulsionante e antioxidante e o seu uso se considera seguro pelo comité de expertos FAO/OMS. A lecitina que se utiliza como aditivo é preparada a partir de sementes oleosas como a soja, colza ou girassol, ou também pode ser de origem animal (lecitina de gema de ovo). Na atualidade a lecitina de soja é a fonte mais importante e quase sempre que se fala de lecitina em geral refere-se a ela.

A sua consistência pode variar de plástica a fluida e a sua cor de amarela a castanha, dependendo de fatores como a origem de procedência e o seu conteúdo de ácidos gordos ou óleos.

Benefícios da sua contribuição

Redução da fatiga e aumento da resistência.

Um dos componentes da lecitina é a fosfatidilcolina (PC), esta é fonte de colina, os estudos mostram que os níveis sanguíneos de colina estão diretamente relacionados com o neurotransmissor acetilcolina, que é uma substância chave para uma ótima transmissão dos impulsos nervosos.

Quando se realizam esforços intensos e prolongados, está demonstrado que os níveis plasmáticos de colina diminuem. Crê-se que a redução dos níveis de colina poderia estar relacionado com o aumento da fatiga, já que diminuiria a acetilcolina e os impulsos nervosos seriam mais lentos, aumentando assim o tempo de reação.

Função cerebral.

A colina procedente da lecitina poderia melhorar a função cerebral em pessoas com demência ou alterações neurológicas similares como a doença de Alzheimer.

Observou-se que as pessoas que sofrem esta doença, estão a falta de uma enzima responsável de converter a colina em acetilcolina no cérebro. Em vários estudos sugere-se que como a lecitina é a melhor fonte dietética de colina, um consumo extra poderia reduzir o progresso da demência. Mesmo assim, não há nenhum resultado concluinte e necessita-se ainda mais estudos para determinar se este poderia ser um tratamento adequado.

Por outro lado, as bicapas lipídicas das membranas de todas as células do corpo contêm fosfolípidos na sua estrutura e como a lecitina é uma boa fonte de fosfolípidos, atua estabilizando-as. Além disso, a colina é necessária para uma boa neurotransmissão colinérgica e sinalização transmembrana.

Sistema cardiovascular.

Graças ao seu alto teor de fosfolípidos, a lecitina é um composto ideal para prevenir algumas alterações cardiovasculares e os níveis altos de colesterol. Os fosfolípidos da lecitina têm similitudes com os fosfolípidos das membranas biológicas e com as lipoproteínas sanguíneas, isto permite a inclusão de fosfolípidos vegetais nas estruturas corporais e pode reduzir o risco de sofrer alguns processos patológicos.

Estudos recentes sugerem que a suplementação com lecitina pode modificar o metabolismo do colesterol, reduzindo a quantidade de colesterol LDL (colesterol mau), aumentando a concentração do colesterol HDL (colesterol bom) e diminuindo os níveis de triglicéridos no sangue. Isto ajuda a evitar que o colesterol se acumule nas veias e nas artérias, evitando assim a sua obstrução e reduzindo o risco de sofrer acidentes cardiovasculares.

Função hepática.

A lecitina foi estudada para o tratamento de doenças hepáticas, como hepatite alcoólica, cirrose hepática e hepatite viral. No entanto, as investigações sobre estes usos, encontra-se todavia em fase prematura e tem muitos resultados contraditórios.

A lecitina ajuda a aumentar os níveis de colina no plasma sanguíneo, tem a capacidade de diminuir a esteatose (acumulação de gordura no fígado) em pessoas que necessitam alimentar-se através de nutrição parentérica e poderia também prevenir o desenvolvimento de cálculos biliares.

Dosagem

Quando falamos da lecitina como aditivo não há estabelecido uma ingestão diária aceitável (IDA).

Quando se utiliza a lecitina como complemento nutricional, as doses variam de 350 mg até 10 gramas.

Precauções

Não foram descritos efeitos adversos sobre as doses normais de lecitina que contêm os alimentos ou suplementos.

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