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Para que serve L-cistina? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A cistina, com a fórmula química C6H12N2O4S2 é um aminoácido dimérico, está formado por duas moléculas de cisteína unidas por uma ligação dissulfeto.

A L-cisteína é um aminoácido sulfurado não essencial que está presente numa grande variedade de alimentos, alguns deles proteicos. Também pode ser utilizado como aditivo alimentar (número E-920). O comité misto FAO/OMS (JECFA) avalia tanto a L-cisteína como a L-cistina como agentes aromatizantes.

A formação de cisteína é possível a partir da metionina, através de uma reação irreversível. No organismo a cisteína se oxida rapidamente em cistina que é a sua forma mais estável, sendo a sua concentração no sangue muito maior que a de cisteína. Além disso, a cistina é a forma em que o aminoácido cisteína aparece na urina e no sangue. Segundo o EFSA, com a cistina e a sua forma reduzida de cisteína, pode-se satisfazer aproximadamente o 50% das necessidades totais de aminoácidos sulfurados.

Contudo, a cistina no organismo é precursora de diferentes substâncias importantes, é essencial para a síntese da insulina, é precursora do glutatião (GSH), um composto muito importante para as reações dos antioxidantes no organismo.

A cistina está presente no cabelo humano, na queratina, enzimas digestivas e imunoglobulinas. Também é um precursor da taurina, um aminoácido sulfurado com grande poder antioxidante.

Benefícios da sua contribuição

A cistina é um dos aminoácidos precursores do glutatião (GSH) e a sua presença se considera o fator limitante na síntese do GSH. O glutatão é um composto muito importante para as reações antioxidantes no organismo, assim como nas funções imunes, sabe-se que os níveis de glutatião diminuem quando  o corpo é exposto ao stress, devido por exemplo a exercícios intensos ou em casos de cirurgia, com o qual a suplementação com L-cistina visa manter uns níveis adequados de glutatião com o fim de promover uma boa função antioxidante e desintoxicante no organismo.

A cistina como precursora de substâncias com função antioxidante, pode proteger o organismo evitando a produção de radicais livres durante o exercício. Sendo assim, também é empregada para melhorar o rendimento desportivo, diminuir o stress oxidativo que leva à fatiga muscular e aumentar a capacidade antioxidante do organismo, favorecendo assim um ótimo rendimento.

Além de manter uns níveis de glutatião adequados protege também aos atletas contra infeções e doenças.

A cisteína emprega-se também para proteger o sistema cardiovascular, principalmente para prevenir a oxidação do colesterol LDL (colesterol mau), reduzir o risco de problemas cardiovasculares, controlar os níveis de glicose no sangue e reduzir o dano produzido por acidentes cerebro-vasculares. O consumo de L-cisteína melhora o controlo da glicose em pacientes diabéticos e reduz a inflamação vascular. Também tem sido empregada para favorecer a eliminação dos metais pesados e da mucosidade das vias respiratórias.

Por último, ao proporcionar aniões de enxofre e sulfato, substâncias necessárias para a formação de queratina e a raiz do folículo piloso, a cistina também é útil para ajudar a manter a pele e o cabelo.

Dosagem

A cisteína é um aminoácido não essencial, ou seja, o organismo humano é capaz de o sintetizar mediante reações enzimáticas a partir da metionina. As recomendações orientativas do FAO e do OMS referentes à metionina são de 10.4 mg/ kg/ dia e 4.1 mg/kg/dia de cisteína.

O aminoácido L-cistina é seguro, a quantidade de cistina considerada como segura na dieta vai depender da quantidade de outros aminoácidos sulfurados que se consuma.

Precauções

A cistina consumida em doses habituais não produz efeitos secundários. No entanto, as pessoas com afeções hepáticas ou renais não devem ingerir grandes quantidades de aminoácidos sem a supervisão de um profissional da saúde.

Em caso de sobredose, podem aparecer efeitos secundários como altos níveis de oxidação no corpo, reações alérgicas, problemas gastrointestinais, vómitos, diarreia e gases.

A L-cistina é bem metabolizada pelo organismo, já que não causa nenhuma alteração na composição das proteínas e é também excretada com normalidade.

Outra informação

Se queres saber mais sobre os efeitos e benefícios da L-cisteína, convidamos-te a visitar a sua página.

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