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Para que serve cisteína? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A cisteína é um aminoácido não essencial. Isto significa que pode ser sintetizado pelo organismo sempre que haja metionina suficiente. Em algumas situações fisiológicas pode resultar essencial como é o caso dos bebés, idosos e pessoas que sofrem a síndrome de má absorção ou certas doenças metabólicas.

A cisteína contribui para a síntese de glutatião, um dos desintoxicantes naturais mais importantes e poderosos do organismo que impede a oxidação das proteínas. A cisteína é por sua vez precursora do aminoácido taurina.

A cisteína é um aminoácido enxofrado (tal como a metionina) que contém um grupo tiol (-SH). O pH básico deste grupo se oxida e duas cisteínas podem unir-se por ligações dissulfeto formando-se a cistina. As ligações dissulfeto entre duas cisteínas duma mesma proteína, aumentam a estabilidade térmica dessa proteína.

A cistina tem uma estreita relação com doenças como a Cistinúria, doenças autossómicas recessivas caracterizadas pela presença de cálculos renais produzidos por uma reabsorção deficitária, e posterior precipitação da cistina na orina. A cistina também está relacionada com a cistinose, onde se produz uma acumulação de cistina em forma de cristais em órgãos como os rins e os olhos, manifestando-se com transtornos visuais.

A cisteína encontra-se em alimentos com alto teor de proteína, alguns deles são:

  • Origem animal: carne de gado suíno, embutidos, frango, pato, ovos, leite, queijo, requeijão, iogurte e peixe.
  • Origem vegetal: alho, arroz integral, brócolos, cebola, cereais integrais, couves-de-Bruxelas, frutos secos, geme de trigo, legumes, levedura de cerveja, pimento vermelho, sementes e soja.

Aplicações

As aplicações da cisteína estão relacionadas com as suas funções no organismo e inclui o aumento da capacidade antioxidante do organismo e a melhora das funções imunitárias. A cisteína também é empregada para proteger o fígado e o sistema linfático, assim como para ajudar a desintoxicar e a proteger os intestinos e os olhos.

A cisteína se emprega também para proteger o sistema cardiovascular, principalmente para prevenir a oxidação do colesterol LDL (colesterol mau), reduzir o risco cardiovascular, controlar os níveis de glicose no sangue e reduzir os danos produzidos por acidentes cérebro-vasculares.

O consumo de L-cisteína melhora o controlo da glicose em pacientes diabéticos e reduz a inflamação vascular.

Contudo, a cisteína tambén é emprega para melhorar o rendimento desportivo. O stress oxidativo aumenta a fatiga muscular, e o aumento da capacidade antioxidante do organismo humano favorece um rendimento adequado.

Por último, a cisteína se utiliza também para favorecer a eliminação dos metais pesados e a eliminação do muco espesso das vias respiratórias.

Dosagem

A cisteína é um aminoácido não essencial, e isto significa que o organismo é capaz de a sintetizar mediante reações enzimáticas a partir da metionina. As recomendações orientativas do FAO e do OMS de metionina são de 10.4 mg/ kg/ dia e de 4.1 mg/kg/dia de cisteína.

Precauções

A cisteína aplicadas nas doses habituais não produz efeitos secundários. No entanto, as pessoas com afeções hepáticas ou renais não devem ingerir grandes quantidades de aminoácidos sem a supervisão do seu médico.

Em caso de sobredose, podem aparecer efeitos secundários como altos níveis de oxidação do corpo, reações alérgicas, problemas gastrointestinais, vómitos, diarreia e gases.

Também chegou-se a ver  interações com certos medicamentos como a nitroglicerina. Isso pode aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos, provocar dores de cabeça e inclusive desmaios. Por isso, se estiver em tratamento ou a tomar qualquer medicamento é recomendável consultar com o seu médico sobre as doses de L-cisteína suplementária a tomar para evitar efeitos secundários.

Também não é aconselhável consumir N-acetil cisteína em forma de suplemento durante a gravidez, estado de amamentação ou se sofre de asma.

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