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Para que serve alanina? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A alanina é um aminoácido não essencial mas muito importante para o ser humano. É o aminoácido mais pequeno depois da glicina e é classificado como hidrofóbico.

Existe duas formas diferentes de alanina ou isómeros L-alanina e D-alanina:

A L-alanina é um dos 20 aminoácidos proteicos e o segundo mais importante depois  da leucina, enquanto a D-alanina se encontra nas paredes celulares bacterianas e em alguns peptídeos antibióticos.

A alanina procede da transaminação do glutamato com o piruvato:

Glutamato + piruvato = α cetoglutarato + alanina

A alanina encontra-se em grandes concentrações no plasma sanguíneo e intervém de forma muito importante no metabolismo da glicose. A alanina é captada pelo fígado onde se metaboliza, perde o grupo amino até formar piruvato e através do processo de gliconeogénese transforma-se em glicose. Esta glicose já está preparada para ser utilizada como fonte de energia em outros tecidos como o músculo ou o cérebro.

No músculo a glicose serve como fonte de energia, no entanto, parte dos piruvatos procedentes da sua metabolização podem unir-se de novo a grupos amino para formar novamente alanina, que volta de novo ao fígado para novamente formar glicose (este ciclo é conhecido como ciclo glicose-alanina). A síntese de alanina desempenha um papel muito importante no transporte do amoníaco produzido nos músculos para a sua eliminação no fígado e está diretamente relacionada com as concentrações de glutamato e piruvato.

A alanina também está envolvida no metabolismo do triptófano e da vitamina B6. Ajuda a metabolizar a glicose e os ácidos orgânicos, estabilizando os níveis de açúcar no sangue. Além disso, pode ajudar na formação de anticorpos e manter a próstata em bom estado.

As principais fontes naturais de alanina são os alimentos proteicos como a carne de gado bovino, frango, peixe, ovos e lacticínios. Nos alimentos de origem vegetal está presente na soja, feijão, lentilhas, ervilhas, amendoim, favas e em menor quantidade nos espargos, espinafres, sementes de melancia, sementes de abóbora, sementes de girassol, couve-flor e milho.

Aplicações

A alanina é consumida em forma de suplemento para garantir a disponibilidade do aminoácido para a síntese proteica. Um consumo adequado de alanina também favorece o equilíbrio da glicose no sangue para servir de fonte de energia para os músculos, cérebro e sistema nervoso. Porém, pode servir para manter uma boa saúde da próstata e desintoxicação do organismo.

Dosagem

A alanina é um aminoácido não essencial, ou seja, o organismo é capaz de o sintetizar a partir de outros aminoácidos ou compostos celulares através de reações enzimáticas. No entanto, não devemos esquecer que para manter a saúde é necessário satisfazer as necessidades mínimas de proteína estabelecidas em 0.8 g/kg/dia, que aumenta a 1,6 g/kg/dia para os que praticam desporto de resistência e até 2 g/kg/dia para os de força e culturistas.

Precauções

As pessoas com doença hepática ou renal não devem ingerir grandes quantidades de aminoácidos.

Outra informação

Beta Alanina.

A beta alanina é um aminoácido não essencial que não forma parte das proteínas. O seu consumo aumenta os níveis de carnosina, um dipeptídeo que tem a capacidade de neutralizar os protões que se formam em excesso combatendo assim a fatiga, aumentando o rendimento e a duração de exercícios de alta intensidade.

Alguns estudos descobriram que melhora a resistência e a potência muscular, e inclusive melhora o ganho de massa muscular livre de gordura. A dose efetiva foi fixada em 4 g. ao dia divididas em quatro tomas. É aconselhável tomar depois do almoço e uma das tomas justo antes de treinar em junção com uma fonte de carboidratos.

Aconselha-se fazer a suplementação durante dois meses e fazer uma pausa de um mês.

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