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Para que serve o colágeno hidrolisado? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O colágeno hidrolisado está formado por misturas de péptidos de colágeno e obtém-se pela hidrólise parcial da gelatina, porém, também pode ser denominado gelatina hidrolisada ou hidrolisado de gelatina. A gelatina por sua vez, se obtém da hidrólise do colágeno. O colágeno é a principal proteína fibrosa que constitui os ossos, as cartilagens e a pele; é uma proteína com alto peso molecular, solúvel em água e tem um ponto de fusão e de gelificação elevado.

O colágeno, está formado por três cadeias em forma de hélice tripla, estabilizadas mediante ligações de hidrogénio, formadas por repetições quase contínuas de uma sequência de glicina, prolina e hidroxiprolina. As regiões terminais N e C são as únicas que não formam hélice tripla e têm uns 15-26 resíduos de aminoácidos.

As fontes mais utilizadas para obter o hidrolisado de colágeno são a pele e carne de porco, o couro e os ossos tanto de gado bovino como suíno, embora atualmente a importância do uso e consumo de colágeno obtenido a partir de outras fontes diferentes à dos mamíferos tem estado a crescer, como por exemplo, o colágeno de peixe. Dependendo da fonte, a composição de aminoácidos do colágeno varia, mas sempre se mantêm os altos teores de glicina, prolina e hidroxiprolina.

Benefícios da sua contribuição

O hidrolisado de colágeno contém péptidos biologicamente ativos que podem afetar positivamente à funções fisiológicas do organismo e prestar benefícios à saúde.

Articulações.

O colágeno como tal, é uma proteína difícil de digerir, mas ao ser hidrolisada parcialmente mediante cocção ou por tratamento com ácidos ou bases, torna-se mais assimilável. O colágeno é um componente fundamental da cartilagem das articulações, se o colágeno se degrada, perde grossura e pode dar lugar à doenças articulares como a osteoartrite.

As doenças articulares limitam a pratica de exercício físico porque produzem dor, rigidez, inchação e perda de mobilidade. Os hidrolisados de colágeno, poderiam exercer um efeito protetor direto sobre as articulações, atrasando assim a degradação do colágeno e diminuindo os sintomas destas doenças, como a dor ou a inflamação. O hidrolisado de colágeno entrega os aminoácidos necessários para a síntese de colágeno. Além disso, reforça as articulações saudáveis, ajudando a prevenir lesões e a proteger-las contra o desgaste quando se realizam atividades físicas com grandes cargas sobre as articulações.

Por último, as células interpretam a presença de péptidos de colágeno, como um sinal de que o tecido se está a destruir e regenera não só o colágeno, mas também o resto de componentes do tecido.

Prevenção da osteoporose.

Na osteoporose os ossos perdem densidade, debilitam-se e em estados avançados se podem produzir fraturas. O 90% da matriz da estrutura óssea está composta por colágeno, durante a infância esta matriz se calcifica ao fixar-se nela sais cálcicas derivadas da alimentação. Com o passar dos anos, a estrutura óssea perde densidade, a matriz de colágeno se degrada e o osso torna-se mais frágil e poroso. Além disso, se produz uma descalcificação, e mesmo consumindo abundante cálcio, se a matriz de colágeno está degradada, o cálcio não terá onde fixar-se. Este processo pode ser lentificado ao incorporar na alimentação uma fonte rica em colágeno assimilável, como os hidrolisados de colágeno ou a gelatina.

Pele, cabelo e unhas.

A derme da pele está composta de tecido conjuntivo entre eles a fibras de colágeno, elastina ou glicosaminoglicanos. Em alguns estudos demonstra-se que a suplementação com colágeno hidrolisado pode melhorar o aspeto da pele, diminuindo os sinais visíveis do envelhecimento. Também a ingestão oral de hidrolisados de colágeno pode fortalecer as unhas e o diâmetro das fibras de cabelo.

Perda de peso.

Os péptidos de colágeno têm grande poder saciante, porém, o hidrolisado de colágeno pode resultar útil em épocas de dieta, ajudando a controlar o apetite.

Ação anti-hipertensiva.

Os péptidos anti-hipertensivos são péptidos que podem reduzir a pressão sanguínea quando se ingerem, inibem enzimas vaso-ativas como por exemplo a enzima convertedora de angiotensina (ACE). Alguns péptidos hidrolizados obtidos do colágeno mediante hidrólise enzimática são inibidores desta enzima e quando são ingeridos ajudam a reduzir a pressão arterial.

Atividade antioxidante.

Alguns péptidos derivados do colágeno podem inibir a peroxidação lipídica e a eliminação de radicais livres, de forma mais eficaz do que outros péptidos antioxidantes derivados de outras fontes proteicas. Estas propriedades antioxidantes relacionam-se com o seu teor de aminoácidos e a sua posição na sequência. Isto é, a atividade antioxidante destes péptidos de colágeno hidrolisado deve-se a que têm determinados aminoácidos combinados de uma forma adequada para fazer que o péptido tenha um grande poder antioxidante. Por exemplo, o péptido Asn – Gly -Pro – Leu – Gln -Ala- Gly – Gln -Pro – Gly – Glu – Arg de hidrolisado de colágeno procedente da pele de lula, tem uma grande capacidade de eliminação dos radicais livres.

Em resume, para a atividade antioxidante dos hidrolisados de colágeno, é importante não só a presença adequada de aminoácidos, senão também a posição no péptido final.

Atividade antimicrobiana.

Os péptidos derivados do colágeno poderiam ter certa atividade antimicrobiana. Ainda não foi claramente estabelecida a relação, mas uma das possíveis explicações é que o carácter hidrófobo dos aminoácidos permitiria que os péptidos entrassem na membrana bacteriana, a união teria início, já que a carga positiva do péptido interagiria com a superfície das bactérias carregadas negativamente.

A interação poderia depender da composição da membrana bacteriana e da sequência e o tamanho do péptido. Se os péptidos têm menor peso molecular, os resíduos de aminoácidos e as suas cargas estariam mais expostos, fator que faz com que interaja melhor com a membrana bacteriana.

Por tanto, quer a sequência e a concentração do péptido, quer a composição das membranas bacterianas, influiriam no modo de interação.

Dosagem

Não existem recomendações específicas sobre a dose diária do colágeno, a dose habitual que se tem recomendado nos produtos é muito variável, sendo como mínimo aproximadamente de duas gramas por dia. A dose convencional é de uns 10 gramas por dia. 

Precauções

Ao estar a proteína hidrolisada reduz-se o risco de alergia e irritações, mesmo assim, as pessoas que sofrem de alergias às proteínas derivadas de onde deriva o colágeno hidrolisado, devem ter um cuidado especial ao consumi-la.

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