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Qual é Ginkgo Biloba? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O Ginkgo biloba é uma árvore de folhas caducas que pertence à família Ginkgoaceae (ginkgoáceas), sendo a única espécie viva desta família.

É uma árvore que sobreviveu sem alterações durante mais de 150 milhões de anos. O Ginkgo biloba é uma árvore quase indestrutível, já que protege-se com os seus próprios antioxidantes, aguenta o frio do inverno e resiste bem aos insetos, fungos, parasitos, bactérias e vírus. Devido às suas propriedades maravilhosas recebeu o nomes de árvore sagrado, fóssil vivo, árvore de pagode ou árvore dos quarenta escudos.

Durante muito tempo e desde faz mais de 5000 anos, o Ginkgo só existia na China e no Japão. O Ginkgo era empregado na medicina tradicional chinesa para tratar numerosas dolências: asma, bronquite, tosse, desconforto no estômago, afeções cutâneas, hipertensão, inquietação, zumbidos nos ouvidos, tuberculose, problemas de bexiga ou secreção vaginal entre outros. Além das folhas, na China também empregava-se as sementes cozidas (“bai gou”) para ajudar a promover uma ótima digestão, especialmente ao tomar antes das refeições, e entre refeições eram utilizadas como laxante ou para atenuar os efeitos do álcool. As sementes torradas eram consideradas um requinte. Não foi até a meados do século XVIII quando se começou a plantar na Europa, os mais antigos neste continente estão nos Países Baixos.

Os extratos secos de Ginkgo biloba obtêm-se a partir da folha seca sem processar, extraídas através de uma combinação de água e acetonas. Uma vez conseguido o primeiro extrato, eliminam-se os componentes indesejados. Através de um enriquecimento especial do extrato bruto consegue-se um grande aumento do teor de componentes biologicamente ativos, até obter o produto final corretamente padronizado (50:1), denominado EGb ou concretamente o mais estudado EGb761 (extraído na Alemanha por uma companhia farmacêutica), que contém os seguintes princípios ativos: 24% de glicósidos flavonóides, (por exemplo, flavonas quercetina, kaempferol e isorhamnetin) 6% de lactonas de terpeno (ginkgolidos e bilobalida), e < 5 ppm de ácido ginkgólico. (Na Alemanha, o teor de ácido ginkgólico limita-se a uma concentração de 5 ppm).

O extrato da folha de Ginko biloba (EGb) é hoje em dia o fitofármaco de maior uso, destaca pelo seu poder antioxidante, vasodilatador, regulador do metabolismo do oxigénio e da glicose e é especialmente destacável o seu papel como neuroprotetor. Considera-se que o efeito antioxidante, anti-inflamatório e vasodilatador procede maioritariamente dos flavonóides do Ginkgo biloba, enquanto os seus ginkgólidos são os principais encarregados de inibir a agregação de plaquetas.

A literatura científica mostra pouco ou nenhum apoio aos supostos benefícios clínicos de outras formas da folha do Ginkgo biloba crua que não sejam os EGb, porém, praticamente todas as investigações se concentram nestes extratos.

Benefícios da sua contribuição

A partir do Extrato de Ginkgo biloba padronizado (50:1) EGb, foram realizados centenas de estudos científicos que se concentram sobretudo na eficácia deste extrato sobre os problemas de circulação periférica e cerebral:

  • Efeitos protetores sobre a circulação periférica. Efeitos sobre o sistema cardiovascular:

O EGb ou concretamente em primeiro lugar EGb761, foi desenvolvido como um tratamento para a doenças das artérias periféricas (circulação), podendo também ter benefícios potenciais para melhorar o desenvolvimento da aterosclerose. A melhora da circulação periférica, além de intervir para a menor formação de trombos, também trabalha beneficamente com a isquemia renal ou para evitar a agregação plaquetária primordialmente nos rins transplantados.

Após diferentes investigações, conclui-se que o seu efeito protetor perante estas patologias parece estar mediado pelos seus antioxidantes, o seu efeito antiplaquetário e ao aumento do fluxo de sangue devido à libertação de óxido nítrico e prostaglandinas, pelo que se consolidam estas questões.

Nas monografias da Comissão E alemã (equivalente à Food and Drug Administration = FDA, na América do Norte) e na OMS define-se os começos dos transtornos de circulação arterial das extremidades como o transtorno caracterizado por um endurecimento, perda de elasticidade e estreitamento dos vasos sanguíneos. Trata-se de um quadro clínico que pode ser agravado pelo consumo de tabaco, a hipertensão, a hiperlipidemia, o sedentarismo, a diabetes mellitus entre outros fatores. Os extratos padronizados de folhas de Ginkgo biloba são considerados, quer pela Comissão E quer pelo OMS especialmente interessantes para o tratamento destes indícios, porém, de especial importância para o tratamento das patologias.

  • Efeitos protetores sobre a circulação cerebral. Insuficiência cerebral:

Perante doenças mentais como o Alzheimer e a demência multi-infarto que previamente à instauração da doença se manifestam com défice recorrente da memória, com falta de concentração e atenção, com dores de cabeça recorrentes (cefaleias resultantes de síndromes demenciais), com depressão, mau humor, tonturas, vertigem, fatiga (tanto física como psíquica) ou tinnitus (zumbido nos ouvidos), parece que o subministro de doses adequadas de EGb ajudam a prevenir os sintomas quando a doença ainda não está instaurada e inclusive ajuda a que a mesma não se agrave nem continue a avançar, uma vez que se encontre instaurada. Dispõe-se de numerosos estudos de investigação corretamente realizados e controlados, onde se observam os efeitos positivos do uso de EGb neste tipo de patologias.

Diferentes evidências sugerem que o EGb pode alterar e restaurar uma grande variedade de situações e condições que envolvem ao SNC. Isto acontece através de efeitos transmissores e recetores, modulação hemodinâmica-metabólica, PAF antagonismo, MAO e COMT inibição, alfa-agonismo e síntese/inibição de ácido nítrico.

Nas monografías da Comissão E e do OMS, descreve-se o extrato padronizado de folha de Ginkgo biloba como um tratamento muito importante para as mencionadas afeções, reduzindo os sintomas de insuficiência cerebral.

 

Podemos resumir com a monografía da Comissão E alemã sobre o extrato seco de folha de ginkgo, EGb761, que citam como propriedades farmacológicas demonstradas, as seguintes:

  1. Fomenta a circulação, em particular a microcirculação.

  2. Reduz a viscosidade do sangue e melhora a velocidade do fluxo sanguíneo.

  3. Aumenta a tolerância à hipoxia, especialmente no tecido cerebral.

  4. Inibe do desenvolvimento de edemas cerebrais tanto traumático como tóxico.

  5. Reduz edemas da retina e danos sob a mesma.

  6. Aumenta a capacidade de aprendizagem e o rendimento psicológico.

  7. Incide positivamente sob o metabolismo cerebral.

  8. Recupera de transtornos de equilíbrio.

  9. desativa os radicais oxigenados.

  10. É antagonista com respeito ao fator ativador de plaquetas (PAF) e de reações associadas ao mesmo.

  11. Influi no metabolismo neuronal/influi no metabolismo e/ou na função de neurotransmissores/influi em diversos sistemas de transmissão.

Na atualidade, as investigações com EGb são focadas à outros âmbitos considerados como de potencial uso benéfico, porém, dos mesmos fazem falta ainda mais estudos para poder determinar a sua eficácia. A disfunção sexual associada ao uso de ISRS (Inibidores seletivos de recaptação de serotonina, (antidepressivos)) viu-se melhorada com o uso de EGb, também com estudos em curso, no entanto, necessita-se mais informações acerca do EGb sobre a síndrome pré-menstrual, sobre a fibrose hepática e inclusive sobre o cancro.

Além dos EGb amplamente estudados cientificamente, dispõe-se de diferentes extratos de Ginkgo biloba ou diferentes partes do mesmo, como a tintura-mãe das suas folhas, preparadas conforme o H.A.B. (Homeopathisch Arznei Buch) (Farmacopédia alemã) a partir de extratos em água/álcool. Estas tinturas-mães contêm como mínimo de 10 a 15% menos substâncias biolegicamente ativas do que os EGb, o que sem dúvida tem repercussões na sua atividade. Para poder catalogar a estas tinturas como eficazes, são necessárias muitas mais investigações científica acerca das mesmas. Também dispõe-se de estudos pré-clínicos realizados com um extrato de ginkgo biloba desprovido de terpenos (Cp 202), com Gingko biloba desprovido de flavonóides (BN 52063) ou com flavonóides constituinte do EGb como a quercetina, mas necessita-se muito mais investigações a respeito.

Dosagem

A Comissão E recomenda, para obter os seus efeitos, a toma de 120 a 240 mg de EGb ao dia, dentro do possível repartida em 2 ou 3 tomas. Estas doses garantem, tanto a eficácia como a segurança. Recomenda-se uma duração mínima de tratamento de 8 a 12 semanas, para poder avaliar de forma ótima os resultados.

Em casos de transtornos circulatórios de superficiais à graves é necessário um período de tratamento muito mais prolongado, como mínimo de 6 meses.

Precauções

São pouco conhecidas as interações do extrato de folha de Ginkgo biloba com os medicamentos convencionais. Também não foram divulgados dados sobre a segurança do seu consumo durante a gravidez nem durante a fase de amamentação, sendo assim, por motivos de segurança desaconselha-se o consumo destes extratos em tais períodos por precaução (mas isto não significa que é prejudicial, simplesmente faltam resultados).

Não foram reportados casos de intoxicação por extratos de folha de Ginkgo biloba. De forma muito esporádica, fez-se menção de transtornos gastrointestinais leves, dores de cabeça ou reações alérgicas após o consumo de extratos de folha padronizada, porém nestes casos, os pacientes consumiam também fármacos convencionais, de modos que estas reações não podem ser atribuídas unicamente ao consumo de extrato de Ginkgo biloba.

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