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Para que serve Frutose? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

A frutose é um monossacarídeo, tem uma fórmula química similar à da glicose (C6H12O6) mas diferente na sua estrutura molecular, a frutose tem um grupo ceto no carbono 2, enquanto a glicose tem um grupo aldehído no carbono 1. Contém 4kcal por grama e tem um poder edulcorante elevado (173).

A principal fonte de frutose é a sacarose ou açúcar de mesa, que está formada por uma molécula de glicose e outra de frutose. Também se encontra de forma natural principalmente na fruta e no mel. O consumo de frutose de forma isolada introduziu-se nos anos 70 como substituto do açúcar, pode-se encontrar facilmente nos alimentos processados, inclui-se como xarope de milho rico em frutose e encontra-se facilmente em bebidas carbonatadas, marmeladas, molhos de tomate, frutas em calda, cereais ou confeitaria.

O xarope de milho rico em frutose é elaborado mediante hidrólise enzimática do amido de milho, quando obtém-se moléculas de glicose livre, se convertem em frutose através da enzima glicose isomerase. Consoante o teor de frutose do xarope, pode ter uma concentração de 45%, 55% ou 100%.

A frutose é um edulcorante nutritivo reconhecido pelo FDA (Food and Drug Administration) e melhora a capacidade de dar sabor doce quando se utiliza em combinação com outros edulcorantes.

Metabolismo da frutose.

A frutose, absorve-se por difusão facilitada no duodeno e no jejuno, através das proteínas transportadoras GLUT 5 e GLUT 2, num processo não dependente de sódio e com uma taxa de absorção menor a de outros monossacarídeos como a glicose. Uma vez no sangue, a frutose se transporta pela veia até o fígado. O fígado capta aproximadamente 75% de frutose e a converte em frutose-1-fosfato pela enzima frutoquinase, posteriormente esta frutose-1-fosfato se converte em gliceraldeido-3-fosfato ou dihidroxiacetona fosfato mediante a enzima aldolase. Estes compostos podem ser entrados na via metabólica da glicose e passar à glicose ou piruvato. Se passa à piruvato, este piruvato se converte em Acetil CoA que pode ser utilizado como fonte de energia ou passar a formar ácidos gordos. Esta rota salta o passo principal de regulação da glicolise, que é a conversão de glicose-6-P à frutose 1,6-bifosfato, controlada pela fosfofrutoquinase. 

A frutose restante que não foi captada pelo fígado pode entrar sem necessidade de insulina no interior das células.

Em adultos saudáveis a concentração sanguínea de frutose durante o jejum é de ≤1 mg/dL aumentando proporcionalmente até valores de 4.5 a 13 mg/dL com um consumo de 18 a 100 g deste açúcar, alcançando o seu pico máximo aos 30-60 minutos.

Benefícios da sua contribuição

A Frutose no desporto.

A ingestão de hidratos de carbono durante o exercício prolongado ajuda a atrasar a fatiga e consumidos no fim do exercício, ajudam a recuperar os depósitos musculares e hepáticos de glicogénio. A fatiga durante o exercício prolongado, deve-se em grande medida, à falta de carboidratos que provoca um rádio de oxidação de hidratos de carbono inadequado, ao consumir hidratos durante o exercício mantém-se o nível de glicose no sangue, evitando assim a hipoglicemia e consegue-se manter o rádio de oxidação de hidratos de carbono necessários para proporcionar energia durante o exercício. O consumo de frutose junto com outros carboidratos melhora a taxa de oxidação da glicose, além disso, ao proporcionar energia com um índice glicémico menor contribui para uma entrega de energia mais progressiva do que a glicose de forma isolada.

Alguns estudos indicam que consumir bebidas desportivas que combinam glicose e frutose, apresenta melhores benefícios do que a mesma concentração de glicose isolada. Isto permite aumentar a concentração de nutrientes sem que o aumento da osmolaridade da bebida diminua a sua absorção no intestino (sempre dentro de uns límites). Quanto maior for a osmolaridade menor será o esvaziamento gástrico, e por tanto, maior será o tempo de absorção. Por exemplo, observou-se que a combinação de uma bebida desportiva que contém 4% de glicose e 4% de frutose, apresenta uma taxa de absorção melhor do que uma bebida equivalente com 8% de glicose.

Crê-se que o efeito sinérgico do consumo de glicose e frutose durante a realização de exercício físico deve-se a que ambos os monossacarídeos não competem pelo mesmo transportador e podem absorver-se simultaneamente. Uma vez absorvida a glicose plasmática é captada principalmente pelas células musculares para servir de fonte de energia, enquanto a frutose é utilizada principalmente pelo fígado para formar glicose que pode armazenar-se nos depósitos de glicogénio ou sair de novo à corrente sanguíneo mantendo a glicémia. A frutose também aumenta o lactato no sangue, mas este é rapidamente utilizado e com grande eficácia pelas células musculares durante o exercício.

Diabetes.

A frutose absorve-se no intestino, principalmente através do Transportador GLUT 5, uma vez no sangue o aumento de frutose no sangue apenas eleva a libertação de insulina pelo pâncreas. Parte desta glicose se metaboliza no fígado produzindo glicose mas com um índice glicémico muito menor que o da glicose. A frutose que não foi convertida em glicose pode entrar no interior das células mediante o mesmo transportador sem a necessidade de insulina. Por isso, a frutose tem sido amplamente utilizada como edulcorante para diabéticos, o seu consumo é seguro sempre que for consumido com moderação, no entanto, não deve-se consumir mais do 25% das calorias totais diárias a partir da frutose para prevenir possíveis desordens no metabolismo dos lípidos e transtornos gastrointestinais.

Dosagem

Não há especificações recomendadas para o consumo de frutose.

Precauções

O consumo de frutose considera-se em geral seguro. No entanto, ingerir doses elevadas (50 g adulto ou 2g/kg/dia criança) pode ocasionar transtornos gastrointestinais como diarreia, cólicas e flatulência.

A frutose é capaz de saltar-se o controlo enzimático (fosfofrutoquinase) que limita as vias glicolíticas e lipogénicas. Por esta razão, um consumo excessivo de frutose pode estimular a síntese de ácidos gordos, triglicéridos ou colesterol. O consumo excessivo de frutose foi relacionado com menor sensação de saciedade, ganho de peso, aumento do lactato sanguíneo, síndrome metabólica, resistência à ação da insulina e à diabetes mellitus, mas quantidades pequenas ou moderadas não causam estes efeitos secundários. Deve-se consumir com moderação, não se pode consumir de forma ilimitada e há que procurar que nunca suponha o 25% das calorias totais ingeridas. Como todos os alimentos, o mais recomendável é consumir os alimentos de forma equilibrada e dentro de uma dieta variada.

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