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Para que serve Boro? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O boro é um mineral necessário para o corpo humano, especialmente para manter fortes os ossos e as articulações, no entanto, está em debate e estudo se é ou não um mineral essencial para o ser humano. Pode-se encontrar em diferentes formas como por exemplo borato de sódio, quelato de boro ou tetraborato de sódio decaidratado.

O boro é essencial para o metabolismo dos minerais como o cálcio, cobre, magnésio e fósforo. Todos eles importantes para uma boa saúde dos ossos e das articulações. O boro é essencial para a utilização da vitamina D, contribuindo para melhorar a absorção do cálcio. O boro também joga um papel importante no metabolismo hormonal, na função das membranas plasmáticas ou em reações enzimáticas. O boro também tem certa relação com outros compostos como a metionina ou a arginina. Os compostos que contêm boro são considerados antiosteoporóticos, anti-inflamatórios, hipolipemiantes, anticoagulantes e com capacidade de proteger contra alguns cancros.

O mais destacado deste mineral é que parece ter a capacidade de aumentar os níveis de testosterona e por conseguinte, melhorar o ganho de massa muscular nos homens. Por este motivo, ficou de moda entre os culturistas. O boro intervém no metabolismo das hormonas esteroideias e afeta aos níveis de estrogénios ou testosterona. Crê-se que o boro protege estas hormonas contra a sua degradação.

As dietas pobres em boro desencadeiam uma maior perda de cálcio e magnésio em mulheres pós-menopáusicas, favorecendo o surgimento de osteoporose. Embora seja pouco comum, a deficiência de boro pode alterar o metabolismo mineral, a função cognitiva, os níveis de vitaminas ou de hormonas esteroideias. A deficiência de boro também está relacionada com os cálculos renais e inclusive diminuição da acuidade mental.

O boro encontra-se de forma natural no meio ambiente, as plantas o absorvem do solo, já que é essencial para o seu crescimento, e o ser humano o consegue graças ao consumo de alimentos de origem vegetal como frutas e verduras (O corpo humano contém uns 0.7 mg por quilo de peso). O boro está presente principalmente nos frutos secos como a ameixa e damasco, também na soja, nozes, vinho e cerveja. Foi também encontrado boro nos tecidos animais, embora em pequenas quantidades. 

Também pode-se encontrar boro na água de consumo, para o qual estabeleceu-se um nível máximo de 1 mg/l de boro.

Benefícios da sua contribuição

A suplementação com boro pretende prevenir carências e deficiências. Observou-se que o boro pode ajudar a manter a saúde articular e óssea. Estudaram-se os seus efeitos sobre as articulações e os ossos dos atletas, as articulações dos desportistas sofrem maior tensão do que as das pessoas sedentárias. Após o consumo de boro, observou-se uma redução da dor e da inflamação nas articulações. Também resulta de grande ajuda para sanar roturas ósseas em menos tempo. Parece ser que o efeito do boro produz-se da mesma forma nas crianças que nos adultos.

Vários estudos demonstraram que o boro favorece a absorção e utilização do cálcio e do magnésio. Aumentando a ingestão diária de boro, reduz-se consideravelmente a perda de cálcio e magnésio em mulheres através da urina, por esta razão o boro é considerado útil para o tratamento da osteoporose, artrite, roturas ósseas por défice de cálcio. Algumas investigações também revelaram que pode reduzir a dor e a inflamação associadas à estas condições.

O boro também parece efetivo no tratamento de infeções bacterianas, especialmente nos olhos e úlceras bucais.

Estudos recentes mencionam que o boro pode ajudar a melhorar o funcionamento do cérebro e o estado de alerta mental, mas ainda não se conhecem bem os mecanismos pelo qual se produzem estes efeitos.

O défice de boro pode alterar os níveis de hormonas esteroideias, e por isso é normalmente empregado em fórmulas potenciadoras da testosterona. Em pessoas saudáveis e sem deficiências de boro, a suplementação com boro parece melhorar também a produção de testosterona, mas ainda são necessários mais estudos para poder fazer uma afirmação contundente. Por outro lado, a suplementação com boro em mulheres pós-menopáusicas, aumenta os níveis de estrogénios e testosterona, reduzindo os transtornos vaginais, embora considere-se que se requer mais investigações em humanos antes de poder oferecer uma conclusão definitiva.

A suplementação com boro também parece efetiva no tratamento de anemias relacionadas com o défice de boro, assim como complemento no tratamento de pedras nos rins graças à redução da excreção de oxalatos.

Dosagem

Não existe uma dose recomendada para o boro, no entanto o consumo médio de boro gira entorno às 1-2 mg/dia em adultos e a ingestão diária arredor de 1-3 mg considera-se benéfica.

Para diminuir o risco de osteoporose, os profissionais da saúde recomendam de 5 à 59 mg/dia. Recomenda-se consumir o boro com alimentos e atua sinergicamente com o cálcio, vitamina D e magnésio para melhorar a saúde óssea. Em sinergismo com o cálcio, aumenta a densidade óssea e também parece ser a chave para ajudar a manter a função mental. Recomenda-se tomar boro em forma de suplemento de vitaminas e minerais, bem equilibrado e que inclua cálcio, magnésio e vitamina D.

Precauções

O boro considera-se seguro quando se toma nas doses habituais. Considera-se que é seguro ingerir até 20 mg/dia de boro.

Se se consomem quantidades muito elevadas de boro, podem aparecer sintomas indesejados como náuseas, vómitos e diarreia. Estudos realizados em animais machos, com quantidades excessivas de boro, observaram alterações nos órgãos reprodutores. Por esta razão, não é recomendável superar a dose recomendada.

O boro consumido em doses inferiores a 20 mg/dia, considera-se seguro em mulheres grávidas e até 17 mg em mulheres a amamentar. A pesar de considerar-se o mineral como seguro, não recomenda-se o consumo de suplementos dietéticos sem a supervisão de um profissional da saúde à mulheres grávidas ou a amamentar. Também não é recomendável consumir suplementos dietéticos com boro em afeções sensíveis às hormonas como cancros ou em caso de alteração na função renal.

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