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Para que serve ácido málico? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O ácido málico (C4H6O5), é um ácido de origem natural que está presente em muitos vegetais, sobretudo nas frutas de sabor ácido como as uvas, as maçãs e as cerejas não maduras. Também está presente em alguns dos seus derivados, como o vinho.

O ácido málico emprega-se como aditivo alimentar. A avaliação do comité de especialistas da FAO/WHO em aditivos alimentares (JECFA), reconhece o ácido málico como um aromatizante e regulador da acidez, aparecendo na lista de aditivos conservantes como E-296. Um dos seus principais usos é corrigir a acidez de mostos e vinhos.

Este ácido está presente em todos os organismos vivos porque está envolvido na conversão do fumarato em oxalacetato no ciclo de Krebs. Este ciclo intervém na formação de ATP, molécula energética que utiliza o organismo para realizar as funções metabólicas. Por esta razão é possível que a ingestão de ácido málico ajude a produzir maior energia e possa melhorar a resistência ao exercício, especialmente quando se consome em forma de citrulina malato.

O ácido málico pode formar sais com diferentes funções no organismo:

  • Citrato malato é uma mistura de ácido cítrico com ácido málico, resulta útil para o desenvolvimento da massa muscular e da força. Também chegou-se a observar que acelera a recuperação entre esforços intensos contínuos e reduz a dor muscular posterior ao exercício.
  • Magnésio Malato: O efeito combinado do magnésio com o ácido málico conforme alguns estudos, poderia melhorar o tratamento da fibromialgia. 

Também se utilizam outros sais de malato como a L-arginina malato, creatina malato ou Dicafeína malato, que se utilizam como formas de entrega dos diferentes compostos, em ocasiões para a sua melhor assimilação ou para torná-los mais estáveis.

Benefícios da sua contribuição

Redução da fatiga, aumento da resistência.

O ácido málico poderia ajudar a diminuir a fatiga e aumentar a resistência durante o exercício físico. Isto acontece devido a implicação do ácido málico no ciclo de Krebs, o ácido málico passa a oxalacetato, produzindo uma molécula de NADH. No ciclo de Krebs têm lugar de 36 a 38 moléculas de ATP e já na glicólise anaeróbica apenas 2. Por esta razão, parece ser que graças ao malato, o músculo poderia gerar mais energia de forma aeróbica e necessitaria produzir menos energia de forma anaeróbica, gerando menos ácido láctico, aumentando a resistência e atrasando a fatiga.

Efeito cardioprotetor.

Um estudo realizado na China concluiu que o ácido málico e o ácido cítrico têm efeitos protetores contra a isquemia miocárdica, e isso poderia ser devido a efeitos anti-inflamatórios e de antiagregação plaquetária. Devido a isso, concluiu-se neste estudo que os ácidos orgânicos também são responsáveis dos efeitos cardioprotetores de determinados vegetais e que os seus benefícios não só devem-se às substâncias flavonóides.

Fibromialgia.

A fibromialgia é uma doença caracterizada por dor muscular geral e sem causa aparente. Uma das hipóteses para explicar a sua origem é o défice de substâncias necessárias para a síntese de ATP, que provocaria que as células não chegassem a produz suficiente energia, concretamente se poderia ter dificuldade para criar ou utilizar o ácido málico. Alguns estudos sugerem que o ácido málico poderia ser eficaz para tratar a fibromialgia, habitualmente utiliza-se o ácido málico com magnésio. No entanto, ainda são necessários mais estudos para determinar as causas da fibromialgia e concretizar a eficácia deste tratamento.

Estimulante salivar.

O ácido málico tem sido utilizado também como estimulante salivar, combinado com xilitol e fluoretos pode tratar doenças como a xerostomia (falta de saliva), destes estudos foram obtidos bons resultados.

Dosagem

A avaliação do comité de especialistas da FAO/WHO em aditivos alimentares (JECFA), não estabeleceu uma ingestão diária aceitável (IDA), para o ácido málico incluindo os seus sais de sódio, potássio e cálcio.

Precauções

Não se conhecem efeitos secundários graves, embora sim alguns transtornos estomacais associados ao consumo de doses elevadas de ácido málico, como náuseas, dor de estômago ou diarreia.

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