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Para que serve ácido eicosapentaenóico? Benefícios e propriedades | NutriTienda

sexta, 1 de janeiro de 2010

O ácido eicosapentaenóico ou EPA, apresenta uma cadeia de 20 carbonos com 5 ligações duplas (C20:5) “cis” a partir do carbono número 3.

É um ácido gordo polinsaturado essencial da família omega 3 (ω-3). O organismo humano tem a capacidade de o sintetizar a partir do ácido linolénico, que também pertence à família omega 3. O ácido α-linolénico é o precursor de toda a linha omega 3, está presente em pequenas quantidades nos alimentos vegetais como os frutos secos, sementes e os óleos vegetais como o de soja ou linhaça, e quando chega ao organismo se oxida para obter energia, sobrando uma quantidade muito pequena (≤5%) para transformar-se em EPA e só uma muito pequena quantidade deste EPA converte-se mais tarde em DHA.

Os ácidos gordos omega 3 de cadeia longa EPA e DHA, procedem na sua maioria dos óleos de peixes (peixe gordo, especialmente aqueles que vivem em águas frias e salinas). EPA também encontra-se em algas como a spirulina, fonte comum da que se extraem estes ácidos gordos para a fabricação de suplementos alimentares. Os suplementos alimentares de EPA são especialmente importantes, já que é difícil de conseguir as quantidades diárias necessárias deste ingrediente através da dieta habitual. Além disso, o EPA parece ser mais difícil de absorver do que o DHA.

Os homens são mais sensíveis à suplementação com EPA do que as mulheres, de modos que neles os tratamentos com EPA resultam mais eficazes.

O EPA tal como o DHA, armazenam-se principalmente nas membranas celulares do corpo formando fosfolípidos e esfingolípidos, que podem libertar-se posteriormente para realizar diferentes funções biológicas. A presença de EPA e de DHA nas membranas modifica a sua estrutura, mantendo a sua estabilidade e aumenta a sua fluidez.

Se desejas saber mais acerca das funções e benefícios dos ácidos gordos omega 3 (ácido linolénico, EPA e DHA), convidamos-te a visitar a sua página.

Benefícios da sua contribuição

EPA pertence à família omega 3, tendo as suas mesmas funções, mas há certas funções atribuídas aos ácidos gordos omega 3 em geral, mas que destacadamente devem-se ao EPA:

Inflamação:

A partir dos omega 3, mas especialmente a partir de EPA, o corpo humano reduz a síntese de hormonas eicosanóides pró-inflamatórios, (prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos) de citoquinas e de radicais livres, mantendo ao mesmo tempo o ótimo estado das células: linfocitos, leucocitos, macrófagos reduzindo deste modo a inflamação:

A redução de substâncias inflamatórias, é especialmente importante para os indivíduos com doenças inflamatórias e auto-imunes como por exemplo psoriase, artrite reumatóide, doenças inflamatórias intestinais, asma…

Nos desportistas, a redução da inflamação é especialmente importante, já que reduz a dor muscular prolongada produzidas pelo exercício (dor muscular) e acelerar a recuperação.

Regulador do sistema circulatório. Saúde cardiovascular:

O EPA é muito importante para o tratamento de hiperlipidemias, é um ácido gordo hipo-lipemiante: melhora o perfil lipídico, reduz o risco de desenvolver placa de ateroma, diminui a agregação plaquetária, aumenta a vasodilatação reduzindo a pressão arterial. Reduz o risco de trombose podendo prevenir arritmias e inclusive a morte súbita.

A efetividade do EPA sob à saúde cardiovascular é positiva inclusive em casos de pacientes obesos com dislipemias.

Evita o catabolismo proteico em dietas de emagrecimento ou de definição muscular:

O EPA tem a capacidade de suprimir o catabolismo que se produz durante as etapas de restrição energética mediante a via ubiquitina proteassoma. Esta redução catabólica cobra especial relevância para os desportistas que se encontram em períodos de definição muscular, pretendendo uma perda máxima de gordura mas evitando, dentro do possível, a perda de massa muscular. O mesmo sucede com os indivíduos que em fase rigorosa de emagrecimento.

Efeitos neuronais:

A pesar de que a função neuronal do DHA ser a mais célebre, já que tem maior tempo de duração no cérebro, o EPA também compete com o ácido araquidónico a nível neuronal e por esta razão pode que o EPA tenha uma correlação com o níveis baixos de depressão ou síndrome de défice de concentração, em nenhum caso é inferior que o DHA.

Dosagem

As recomendações das autoridades sanitárias europeias assinalam 2 g/dia de ácido alfa linolénico junto com 250 mg/dia de EPA e DHA ou por defeito 10 g/dia de ácido alfa linolénico.

Consideram-se como doses seguras até 7,5 g de omega 3 procedentes de óleo de peixe.

Precauções

Não foram associados efeitos secundário ao consumo de EPA.

O EPA tal como o resto de ácidos omega 3 são bastante suscetíveis às reações de oxidação e variações químicos pela luz, ar ou calor. É importante conservar o produto num ambiente adequado, selecionar marcas de confiança e consumir vitamina E (antioxidante eficaz) junto com os suplementos de EPA para prevenir a oxidação das gorduras polinsaturadas.

As pessoas com alterações de coagulação ou que tomam medicamentos que possam modificar a sua capacidade de coagulação, devem consultar com o seu médico antes de tomar suplementos de EPA.

Por precaução, recomenda-se deixar de tomar 2 semanas antes de se submeter à uma intervenção cirúrgica.

O consumo de EPA pode reduzir a efetividade sobre o colesterol LDL de plantas como Plantago ovata, cevada, alho, guggul, Psyllium, soja e reduzir a eficácia das estatinas.

O consumo de EPA pode reduzir a glicémia no sangue de modos que se toma medicamentos antidiabéticos é possível que seja necessário ajustar a dose.

Outra informação

Resume simples das pequenas diferenças entre EPA e DHA:

  • EPA: Específico para o corazão e a inflamação. Suplementação mais efetiva nos homens.
  • DHA: Específico para o cérebro, a saúde mental e para a gravidez e desenvolvimento infantil. Suplementação mais efetiva nas mulheres.

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